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	<title>Direito de Família - Últimas notícias - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Jun 2026 13:42:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Direito de Família - Últimas notícias - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<item>
		<title>Ex-esposa no plano de saúde após divórcio: quais são os direitos?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/ex-esposa-plano-saude-divorcio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 13:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A situação da ex-esposa no plano de saúde após divórcio tem gerado cada vez mais discussões nos tribunais brasileiros. Imagine descobrir que sua cobertura médica foi cancelada sem aviso prévio justamente em um momento de vulnerabilidade emocional, financeira ou de necessidade de tratamento. Foi diante de uma situação semelhante que a Justiça de São Paulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A situação da <strong>ex-esposa no plano de saúde após divórcio</strong> tem gerado cada vez mais discussões nos tribunais brasileiros. Imagine descobrir que sua cobertura médica foi cancelada sem aviso prévio justamente em um momento de vulnerabilidade emocional, financeira ou de necessidade de tratamento. Foi diante de uma situação semelhante que a Justiça de São Paulo determinou a manutenção da assistência médica de uma mulher retirada do plano familiar após o fim do casamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso chamou atenção porque vai além de uma simples discussão contratual. Ele levanta questões importantes sobre direito à saúde, dependência econômica, proteção da mulher e até mesmo violência patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas pessoas acreditem que o divórcio encerra automaticamente qualquer vínculo relacionado ao plano de saúde familiar, a realidade jurídica é mais complexa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ex-esposa no plano de saúde após divórcio: a exclusão é automática?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fim do casamento não significa necessariamente que a exclusão da ex-esposa do plano de saúde possa ocorrer de forma imediata e sem qualquer análise das circunstâncias envolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversas situações, especialmente quando existe dependência econômica, idade avançada, necessidade de tratamento contínuo ou condição de vulnerabilidade, os tribunais têm reconhecido a necessidade de preservar o acesso à assistência médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão não envolve apenas o contrato firmado entre a operadora e o titular do plano. O que está em jogo é um direito fundamental protegido pela Constituição Federal: o direito à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, o Poder Judiciário tem analisado cada caso de forma individualizada, observando aspectos como a boa-fé contratual, a função social do contrato e os impactos concretos da exclusão na vida da pessoa afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a solução encontrada pela Justiça tem sido determinar o desmembramento do contrato, permitindo que a ex-esposa continue vinculada ao plano de forma individualizada, sem interrupção da cobertura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a retirada do plano pode ser considerada abusiva?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem toda exclusão de dependente será considerada irregular. Entretanto, existem situações em que a retirada da cobertura pode representar uma violação de direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso costuma ocorrer quando a exclusão acontece sem comunicação adequada, sem oferecer alternativas para continuidade da assistência ou quando coloca o beneficiário em situação de risco à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jurisprudência vem reconhecendo que a assistência médica possui importância especial na vida das pessoas, principalmente para idosos, pacientes em tratamento ou indivíduos que dependem financeiramente do ex-cônjuge.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a simples aplicação das regras contratuais pode não ser suficiente para garantir uma solução justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tribunais têm entendido que a proteção da saúde deve prevalecer sempre que houver risco concreto de prejuízo à integridade física ou à dignidade da pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente por isso que decisões judiciais recentes vêm ampliando a proteção de beneficiários em situação de vulnerabilidade após o término do casamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a discussão deixa de ser contratual e passa a envolver violência patrimonial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos mais relevantes observados em decisões recentes é a possibilidade de enquadramento da exclusão do plano de saúde como violência patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Maria da Penha considera violência patrimonial qualquer conduta que resulte na retenção, subtração ou privação de bens, recursos econômicos ou direitos essenciais da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas pessoas associem violência patrimonial apenas a dinheiro ou patrimônio material, o conceito é mais amplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas circunstâncias, privar uma mulher do acesso ao plano de saúde pode significar restringir um recurso indispensável para sua proteção, tratamento e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando essa retirada ocorre em contexto de dependência econômica, vulnerabilidade ou violência doméstica, a análise jurídica passa a exigir uma perspectiva mais ampla, capaz de compreender os impactos reais da medida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, magistrados vêm aplicando cada vez mais a perspectiva de gênero na análise desses conflitos, observando desigualdades estruturais que podem influenciar diretamente a autonomia e a capacidade de reação da mulher após o fim do relacionamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que essa decisão pode significar para outras mulheres?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mensagem transmitida por esse tipo de decisão é que o término do casamento não autoriza automaticamente a supressão de direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada situação deve ser analisada de forma individual, considerando fatores como dependência financeira, idade, estado de saúde, necessidade de tratamento e condições concretas de vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso à assistência médica não pode ser tratado apenas como uma cláusula contratual quando existe risco de comprometimento da saúde e da dignidade da pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, mulheres que enfrentam situações semelhantes devem buscar orientação jurídica especializada para avaliar quais direitos podem ser preservados e quais medidas podem ser adotadas para evitar a interrupção da cobertura médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, quando o assunto é saúde, a proteção jurídica não deve começar apenas depois que o problema acontece. Em muitos casos, agir rapidamente é o que faz a diferença entre manter o tratamento ou enfrentar uma interrupção que pode trazer consequências graves para toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://jurinews.com.br/destaque-nacional/exclusao-de-ex-esposa-de-plano-de-saude-pode-configurar-violencia-patrimonial-decide-tj-sp" type="link" id="https://jurinews.com.br/destaque-nacional/exclusao-de-ex-esposa-de-plano-de-saude-pode-configurar-violencia-patrimonial-decide-tj-sp">JurisNews.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: ex-esposa no plano de saúde após divórcio, plano de saúde após divórcio, violência patrimonial, direito à saúde, lei maria da penha, exclusão de dependente do plano de saúde, plano de saúde familiar, saúde suplementar, direito de família, manutenção do plano de saúde</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Posso cobrar aluguel da ex que mora no imóvel?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/aluguel-imovel-apos-separacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aluguel de imóvel após separação é uma das dúvidas mais comuns no Direito de Família. Quando apenas um dos ex-cônjuges permanece morando sozinho no imóvel do casal, surge o questionamento sobre a possibilidade de cobrança pelo uso exclusivo do bem. Nesse cenário, surge uma pergunta frequente no Direito de Família: é possível exigir pagamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O aluguel de imóvel após separação é uma das dúvidas mais comuns no Direito de Família. Quando apenas um dos ex-cônjuges permanece morando sozinho no imóvel do casal, surge o questionamento sobre a possibilidade de cobrança pelo uso exclusivo do bem. Nesse cenário, surge uma pergunta frequente no Direito de Família: é possível exigir pagamento pelo uso exclusivo do imóvel?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é sim. O aluguel de imóvel após separação é admitido pela Justiça brasileira em determinadas situações, especialmente quando um dos coproprietários fica privado da utilização do bem enquanto o outro permanece residindo sozinho no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, o direito à cobrança não é automático e depende de alguns fatores jurídicos importantes que precisam ser analisados com atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após a separação, antes da conclusão da partilha de bens, o patrimônio do ex-casal permanece em um estado jurídico conhecido como mancomunhão. Isso significa que ainda não existe divisão patrimonial plenamente individualizada entre as partes. Enquanto não houver definição clara sobre a participação de cada um no imóvel, a cobrança do aluguel de imóvel após separação pode enfrentar limitações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O entendimento predominante dos tribunais é de que o arbitramento de aluguel exige a identificação inequívoca da quota pertencente a cada ex-cônjuge. Em outras palavras, quando já existe definição clara de que o imóvel pertence metade para cada um, por exemplo, o bem passa a ser tratado como condomínio, permitindo o surgimento do direito à compensação financeira pelo uso exclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora popularmente se utilize a expressão “cobrança de aluguel”, tecnicamente o que existe é uma indenização pela utilização exclusiva de patrimônio comum. O fundamento jurídico é relativamente simples: se apenas um dos coproprietários usufrui integralmente do imóvel, impedindo o exercício do mesmo direito pelo outro, surge o dever de compensação proporcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o valor normalmente corresponde à fração do aluguel de mercado vinculada à participação do ex-cônjuge que ficou privado da utilização do bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aluguel de imóvel após separação, contudo, possui uma exceção extremamente relevante no Direito de Família. Quando o imóvel permanece sendo utilizado também como residência dos filhos menores ou dependentes alimentares do casal, a Justiça tende a afastar a possibilidade de cobrança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece porque a moradia dos filhos é compreendida como parte da prestação alimentar. Assim, o uso do imóvel deixa de ser considerado exclusivamente da ex-esposa ou do ex-marido, passando a atender também o direito fundamental de habitação da prole.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.stj.jus.br" type="link" id="https://www.stj.jus.br">Superior Tribunal de Justiça</a> possui entendimento consolidado no sentido de que não há uso exclusivamente individual do imóvel quando ele também serve de moradia para filhos comuns ainda dependentes. Nessas situações, o fornecimento da residência é interpretado como prestação de alimentos in natura, afastando a indenização pelo uso exclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário, porém, pode mudar com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os filhos atingem a maioridade e deixam de depender economicamente dos pais, a situação jurídica sofre alteração significativa. A partir desse momento, a permanência exclusiva de apenas um dos ex-cônjuges no imóvel tende a configurar efetivamente uso exclusivo do patrimônio comum, permitindo a cobrança do aluguel de imóvel após separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto extremamente importante envolve o marco inicial da cobrança. Muitas pessoas acreditam que podem exigir valores retroativos desde o momento em que deixaram o imóvel, mas o entendimento predominante não funciona dessa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cobrança normalmente passa a ser possível a partir da oposição formal ao uso gratuito do imóvel. Isso costuma ocorrer por meio de notificação extrajudicial ou da própria citação judicial na ação de arbitramento de aluguel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto não houver manifestação expressa demonstrando oposição ao uso gratuito, o silêncio pode ser interpretado juridicamente como comodato, isto é, uma espécie de empréstimo gratuito do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, agir rapidamente e formalizar a oposição ao uso exclusivo do bem é uma medida importante para evitar prejuízos patrimoniais prolongados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questões envolvendo aluguel de imóvel após separação raramente dependem apenas da análise fria da lei. Aspectos como existência de filhos dependentes, definição da partilha, comportamento das partes e momento da formalização da oposição influenciam diretamente o reconhecimento do direito à compensação financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, a ausência de orientação jurídica adequada acaba fazendo com que o coproprietário permaneça anos sem exercer um direito patrimonial que poderia ser reconhecido judicialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dissolução de um relacionamento não encerra automaticamente as consequências patrimoniais construídas ao longo da vida em comum. Por isso, compreender os próprios direitos e agir estrategicamente é fundamental para preservar o equilíbrio financeiro após a separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15888&amp;action=edit">União estável e herança: o que pode mudar no Brasil</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: direito de família, divórcio, aluguel após separação, partilha de bens, imóvel do casal, arbitramento de aluguel, patrimônio familiar</em>, <em>aluguel de imóvel após separação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>União estável e herança: o que pode mudar no Brasil</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/uniao-estavel-heranca-mudanca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[contrato de convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento patrimonial]]></category>
		<category><![CDATA[sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[união estável]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A união estável sempre foi tratada, na prática, como uma forma de constituição familiar próxima ao casamento. Muitos casais acreditam que morar junto por anos, compartilhar patrimônio e construir uma vida em comum é suficiente para garantir direitos semelhantes aos de um vínculo formalizado. No entanto, essa percepção pode estar prestes a ser revista. Discussões [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A união estável sempre foi tratada, na prática, como uma forma de constituição familiar próxima ao casamento. Muitos casais acreditam que morar junto por anos, compartilhar patrimônio e construir uma vida em comum é suficiente para garantir direitos semelhantes aos de um vínculo formalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa percepção pode estar prestes a ser revista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discussões recentes no cenário legislativo têm levantado a possibilidade de alterações relevantes no regime jurídico da união estável, especialmente no que se refere ao direito à herança. A depender do rumo dessas mudanças, companheiros poderão ter direitos sucessórios reduzidos ou até mesmo afastados em determinadas situações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa hipótese acende um alerta importante, sobretudo porque grande parte das pessoas não formaliza a união nem estabelece previamente regras patrimoniais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O risco da informalidade na união estável</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal característica da união estável é justamente a informalidade. Diferentemente do casamento, ela não exige celebração formal para existir, sendo reconhecida a partir da convivência pública, contínua e duradoura com intenção de constituir família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, a ausência de formalização pode gerar insegurança jurídica, especialmente quando surgem questões patrimoniais ou sucessórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o entendimento consolidado equipara, em muitos aspectos, os direitos do companheiro aos do cônjuge, inclusive no campo da herança. Contudo, eventuais mudanças legislativas podem alterar esse cenário e criar distinções mais rígidas entre casamento e união estável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode mudar no direito à herança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas em debate indicam a possibilidade de restringir a participação do companheiro na sucessão, o que pode impactar diretamente quem construiu patrimônio ao longo da vida sem formalizar a relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso pode significar:</p>



<p class="wp-block-paragraph">redução da participação na herança<br>perda de direitos em concorrência com outros herdeiros<br>maior necessidade de comprovação da união<br>ou até exclusão em determinadas hipóteses</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda não haja alteração definitiva, o debate demonstra uma tendência de revisão do modelo atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15888&amp;action=edit">União estável e herança: o que pode mudar no Brasil</a> </em></p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância de se prevenir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a prevenção passa a ser elemento essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formalização da união estável por meio de escritura pública, bem como a celebração de contratos de convivência, permite definir regras claras sobre o regime de bens e reduzir conflitos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, instrumentos como testamento podem ser utilizados para garantir segurança patrimonial e respeitar a vontade do casal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que nunca, confiar apenas na informalidade pode não ser suficiente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segurança jurídica exige planejamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que “morar junto é o mesmo que casar” sempre foi difundida, mas o Direito não se sustenta apenas em percepções sociais. Ele depende de regras, interpretações e, sobretudo, de formalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças legislativas, quando ocorrem, não apenas alteram direitos, mas também revelam fragilidades que antes passavam despercebidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a análise preventiva e a orientação jurídica adequada são fundamentais para evitar surpresas e proteger o patrimônio construído ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: união estável, herança, direito de família, sucessões, planejamento patrimonial, contrato de convivência</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mudança de cidade com filho: preciso de autorização do pai?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/mudanca-cidade-filho-autorizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 20:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na maioria dos casos, sim. Quando os pais são separados e ambos participam da vida da criança, decisões importantes — como mudar de cidade ou estado — não podem ser tomadas de forma unilateral. O Estatuto da Criança e do Adolescente reforça que deve prevalecer o melhor interesse da criança em qualquer decisão que envolva [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os pais são separados e ambos participam da vida da criança, decisões importantes — como mudar de cidade ou estado — não podem ser tomadas de forma unilateral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm" type="link" id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm">Estatuto da Criança e do Adolescente</a> reforça que deve prevalecer o melhor interesse da criança em qualquer decisão que envolva sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não houver acordo, a solução pode ser buscar autorização judicial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando é necessário autorização para mudança de cidade com filho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de cidade com filho pode impactar diretamente o convívio com o outro genitor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quando existe guarda compartilhada ou participação ativa do pai ou da mãe na rotina da criança, a decisão deve ser tomada em conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças que dificultam visitas, escola ou rotina são consideradas relevantes pela Justiça.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pai pode impedir mudança de cidade com filho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O pai pode se opor à mudança, mas isso não significa que a decisão final será dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não há acordo, o caso deve ser levado ao juiz, que decidirá com base no <strong>melhor interesse da criança</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, nem o pai nem a mãe decidem sozinhos — a decisão final é judicial quando há conflito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer quando o outro genitor não autoriza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver negativa do outro genitor, o caminho é entrar com uma ação pedindo <strong>autorização judicial para mudança de cidade com filho</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, será necessário apresentar provas que demonstrem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a necessidade da mudança</li>



<li>melhora na qualidade de vida</li>



<li>oportunidade de trabalho</li>



<li>melhores condições para a criança</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">O que o juiz avalia nesses casos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz não analisa apenas o interesse dos pais, mas principalmente o da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fatores avaliados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>vínculo com ambos os genitores</li>



<li>impacto emocional da mudança</li>



<li>possibilidade de manter convivência</li>



<li>condições de vida no novo local</li>



<li>estabilidade da criança</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15879&amp;action=edit">Juiz pode obrigar venda de imóvel de herança?</a></em></p>



<h2 class="wp-block-heading">Posso me mudar sem autorização?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é recomendado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de cidade com filho sem autorização pode gerar consequências como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pedido de retorno da criança</li>



<li>revisão da guarda</li>



<li>agravamento do conflito judicial</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como aumentar as chances de autorização judicial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para conseguir autorização, é importante apresentar provas concretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>proposta de emprego</li>



<li>comprovante de residência</li>



<li>escola da criança</li>



<li>estrutura familiar no novo local</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais completo o processo, maiores as chances de decisão favorável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que diz a lei sobre mudança de cidade com filho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Direito de Família segue o princípio do <strong>melhor interesse da criança</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que a decisão não depende apenas da vontade dos pais, mas do que é mais benéfico para o desenvolvimento do filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: direito de família, guarda compartilhada, autorização judicial, convivência familiar, direito da criança</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Juiz pode obrigar venda de imóvel de herança?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/venda-imovel-heranca-juiz-obrigar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[direito das sucessões]]></category>
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		<category><![CDATA[Inventário]]></category>
		<category><![CDATA[venda judicial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A venda de imóvel de herança é uma situação que costuma gerar conflitos entre familiares. Quando um bem é herdado por várias pessoas ao mesmo tempo, é comum surgirem divergências sobre o que deve ser feito com a propriedade. Em muitos casos, um herdeiro quer vender o imóvel enquanto outro prefere manter o bem na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <strong>venda de imóvel de herança</strong> é uma situação que costuma gerar conflitos entre familiares. Quando um bem é herdado por várias pessoas ao mesmo tempo, é comum surgirem divergências sobre o que deve ser feito com a propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, um herdeiro quer vender o imóvel enquanto outro prefere manter o bem na família. Essa falta de consenso pode prolongar disputas e dificultar a conclusão do inventário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, surge uma dúvida muito comum: <strong>o juiz pode obrigar a venda de um imóvel de herança?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação brasileira prevê soluções jurídicas para esse tipo de impasse e, em determinadas situações, a Justiça pode determinar a venda do imóvel herdado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando vários herdeiros recebem o mesmo imóvel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o inventário, é comum que um imóvel fique pertencendo a mais de um herdeiro. Quando isso acontece, todos passam a ser proprietários do bem ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa situação é chamada juridicamente de <strong>condomínio entre herdeiros</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse modelo, todos possuem direitos sobre o imóvel, incluindo uso, administração e eventual venda. No entanto, quando não existe acordo entre os herdeiros, o imóvel pode se tornar motivo de disputas familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso costuma acontecer quando:</p>



<p class="wp-block-paragraph">um herdeiro deseja vender o imóvel<br>outro se recusa a vender<br>um dos herdeiros passa a morar no imóvel<br>não existe consenso sobre aluguel ou divisão do bem<br>os irmãos não conseguem decidir o destino da propriedade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o conflito persiste, a legislação permite que qualquer herdeiro busque uma solução judicial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Extinção de condomínio em imóvel de herança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais soluções jurídicas para resolver esse tipo de impasse é a chamada <strong>extinção de condomínio</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei brasileira estabelece que ninguém é obrigado a permanecer em condomínio contra a própria vontade. Isso significa que um herdeiro pode solicitar na Justiça o encerramento da copropriedade do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o bem pode ser dividido fisicamente, o juiz pode determinar a separação da propriedade entre os herdeiros. No entanto, na maioria dos casos isso não é possível, principalmente quando se trata de casas ou apartamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a divisão física não é viável, a solução costuma ser a <strong>venda do imóvel de herança</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o juiz pode determinar a venda de imóvel de herança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando fica comprovado que o imóvel não pode ser dividido de maneira justa entre os herdeiros e que não existe acordo entre eles, o juiz pode determinar a <strong>venda judicial do imóvel de herança</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento normalmente envolve algumas etapas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro é realizada uma <strong>avaliação judicial do imóvel</strong>, para determinar seu valor de mercado. Depois disso, pode ocorrer a <strong>venda judicial</strong>, que em muitos casos acontece por meio de leilão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a venda, o valor obtido é dividido entre os herdeiros conforme a fração que cada um possui no bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse mecanismo existe justamente para evitar que disputas familiares impeçam a resolução definitiva da partilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15876&amp;action=edit">Plano de saúde negou cirurgia: o que fazer?</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Morar no imóvel impede a venda?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dúvida bastante comum é se o herdeiro que mora no imóvel pode impedir a venda da propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, a resposta é não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de um herdeiro residir no imóvel não garante o direito de impedir a <strong>venda de imóvel de herança</strong> quando os demais coproprietários desejam encerrar o condomínio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também não significa que essa pessoa terá automaticamente prioridade para ficar com o imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o herdeiro que mora no local tenha interesse em permanecer com a propriedade, ele pode negociar a compra da parte dos demais herdeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não existe acordo, a venda judicial pode ser determinada pela Justiça.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar conflitos na divisão de herança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Conflitos envolvendo imóveis herdados são comuns e muitas vezes se tornam desgastantes para toda a família. Questões patrimoniais frequentemente se misturam com fatores emocionais, o que dificulta ainda mais a resolução do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, contar com orientação jurídica adequada é essencial para encontrar soluções seguras e evitar disputas prolongadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O inventário não é apenas um procedimento burocrático de partilha de bens. Ele também é um instrumento jurídico para resolver conflitos patrimoniais e garantir que os direitos de todos os herdeiros sejam respeitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não existe consenso sobre o destino de um imóvel herdado, a legislação oferece caminhos para resolver o impasse, inclusive por meio da <strong>venda judicial do imóvel de herança</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm" type="link" id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm">Codigo Civil</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: herança, inventário, direito das sucessões, imóvel herdado, divisão de bens, direito civil, venda judicial</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Sou obrigado a pagar pensão para pai ausente? Entenda a lei</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/pensao-para-pai-ausente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pensão para pai que abandonou o filho: o que diz a lei? A pensão para pai que abandonou o filho é uma dúvida comum no Direito de Família e não possui resposta automática. Embora a lei preveja o direito alimentar recíproco entre pais e filhos, esse direito depende do histórico da relação familiar. O Judiciário [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Pensão para pai que abandonou o filho: o que diz a lei?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>pensão para pai que abandonou o filho</strong> é uma dúvida comum no Direito de Família e não possui resposta automática. Embora a lei preveja o direito alimentar recíproco entre pais e filhos, esse direito depende do histórico da relação familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Judiciário analisa se houve o cumprimento dos deveres parentais ao longo da vida do filho antes de reconhecer qualquer obrigação alimentar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pais podem pedir pensão aos filhos?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação brasileira permite que pais em situação de necessidade solicitem pensão aos filhos adultos. No entanto, o pedido exige prova concreta da incapacidade de subsistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse direito não é absoluto. O juiz avalia se o genitor exerceu, no passado, o dever de cuidado, convivência e assistência.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Pensão para pai que abandonou o filho pode ser negada?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A <strong>pensão para pai que abandonou o filho</strong> pode ser afastada quando fica comprovado o abandono afetivo ou material.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pais que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>não participaram da criação,</li>



<li>não prestaram assistência,</li>



<li>romperam totalmente o vínculo,</li>



<li>descumpriram deveres parentais,</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">podem perder o direito de exigir alimentos no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15845&amp;action=edit">Guarda compartilhada: cooperação acima da divisão de tempo</a></em></strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">O dever de cuidado começa na infância</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O dever de cuidado não nasce na velhice. Ele surge na infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem abandona o filho durante sua formação viola o poder familiar e não pode exigir amparo financeiro como se a relação tivesse existido de forma regular. A Justiça entende que esse comportamento rompe a lógica da solidariedade familiar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como comprovar o abandono parental?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para afastar a <strong>pensão para pai que abandonou o filho</strong>, não basta alegar abandono. É necessário comprovar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As provas podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>testemunhas,</li>



<li>ausência de convivência,</li>



<li>histórico de inadimplência alimentar,</li>



<li>documentos escolares ou médicos,</li>



<li>registros judiciais anteriores.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz analisa o conjunto probatório caso a caso.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que fazer ao receber uma ação de pensão?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao receber uma ação de alimentos proposta por pai ou mãe ausente, não ignore o processo e não efetue pagamentos sem orientação jurídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma defesa bem estruturada pode afastar obrigações indevidas e proteger direitos legítimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm">Código Civil – alimentos e poder familiar</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: pensão alimentícia, pensão para pais, abandono afetivo, abandono parental, direito de família, dever alimentar, alimentos entre pais e filhos, pensão para pai abandonante, ação de alimentos, defesa em ação de alimentos, obrigação alimentar, abandono material, relações familiares, advogado direito de família</em></p>
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		<item>
		<title>FGTS na partilha do divórcio: o patrimônio que muitos ignoram</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/fgts-na-partilha-do-divorcio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[FGTS]]></category>
		<category><![CDATA[FGTS na partilha do divórcio]]></category>
		<category><![CDATA[partilha de bens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O FGTS na partilha do divórcio ainda é um dos temas que mais geram perda patrimonial por falta de informação, especialmente para mulheres que passaram anos construindo uma vida a dois sob o regime da comunhão parcial de bens. Embora muitas pessoas associem patrimônio apenas a imóveis, veículos ou aplicações financeiras visíveis, a realidade jurídica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>FGTS na partilha do divórcio</strong> ainda é um dos temas que mais geram perda patrimonial por falta de informação, especialmente para mulheres que passaram anos construindo uma vida a dois sob o regime da comunhão parcial de bens. Embora muitas pessoas associem patrimônio apenas a imóveis, veículos ou aplicações financeiras visíveis, a realidade jurídica é mais ampla. Direitos trabalhistas acumulados durante o casamento ou a união estável também podem integrar a partilha, mesmo quando estão formalmente registrados apenas no nome de um dos cônjuges.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No regime da comunhão parcial, comunicam-se todos os bens adquiridos de forma onerosa durante a relação. Isso significa que não importa quem aparece como titular formal do direito. O que realmente importa é o momento em que aquele patrimônio foi constituído. Se o FGTS foi formado durante o casamento ou a união estável, ele integra o esforço comum do casal e, portanto, pode ser objeto de partilha no divórcio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço tem natureza jurídica de direito trabalhista, mas isso não impede sua comunicação patrimonial. O entendimento consolidado dos tribunais superiores é no sentido de que os valores depositados durante a constância do vínculo conjugal representam acréscimo patrimonial. Ainda que o saque só seja possível futuramente, o direito ao crédito existe e pode ser reconhecido juridicamente no momento da dissolução do vínculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o que acontece é que muitas mulheres sequer sabem que o FGTS pode entrar na partilha do divórcio. Em negociações extrajudiciais ou divórcios consensuais, esse direito frequentemente não é mencionado. Em outros casos, há a falsa crença de que, por estar vinculado ao contrato de trabalho de apenas uma das partes, o FGTS seria incomunicável. Essa interpretação não se sustenta juridicamente quando os depósitos ocorreram durante a vida em comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator relevante é que o FGTS costuma ser tratado como um “patrimônio invisível”. Diferente de um imóvel ou de um veículo, ele não aparece de forma imediata no cotidiano do casal. Justamente por isso, acaba sendo ignorado em acordos de divórcio, o que pode gerar prejuízos financeiros significativos no médio e longo prazo. Em relações duradouras, os valores acumulados podem representar uma quantia expressiva, capaz de impactar diretamente a reorganização financeira da parte que abre mão desse direito sem saber.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15829&amp;action=edit">União estável e casamento: o que muda juridicamente ao casar</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que a partilha do FGTS não significa saque automático. O que se reconhece é o direito à meação, que pode ser compensado de diferentes formas no processo de divórcio, seja por meio de ajuste patrimonial, compensação financeira futura ou reserva de crédito a ser recebida quando ocorrer uma das hipóteses legais de saque. Cada caso exige análise individual, mas o ponto central é que o direito existe e não pode ser ignorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de orientação jurídica adequada é uma das principais causas dessa perda patrimonial. Muitas pessoas priorizam resolver rapidamente o divórcio, sem compreender plenamente as consequências patrimoniais de um acordo mal estruturado. Quando o FGTS não é considerado, a desigualdade se perpetua, sobretudo em relações nas quais uma das partes dedicou mais tempo ao cuidado da família, abrindo mão de oportunidades profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre <strong>FGTS na partilha do divórcio</strong> é falar sobre justiça patrimonial, transparência e equilíbrio. Patrimônio não é apenas aquilo que está visível ou registrado em nome de ambos. É também aquilo que foi construído ao longo da relação e que representa esforço comum, ainda que sob a forma de direitos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de assinar qualquer acordo ou finalizar um divórcio, é essencial compreender a composição real do patrimônio do casal. Informação e orientação jurídica especializada fazem toda a diferença para evitar perdas silenciosas que só se tornam evidentes quando já não há mais como corrigir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: FGTS no divórcio,partilha de bens,comunhão parcial de bens,direito de família,patrimônio no divórcio,direitos da mulher,planejamento patrimonial</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/abandono-afetivo-indenizacao-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Abandono Afetivo]]></category>
		<category><![CDATA[Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O abandono afetivo passou a ocupar, de forma expressa, um lugar central no ordenamento jurídico brasileiro. Com a sanção da Lei nº 15.240/2025, o cuidado emocional, a presença e a convivência deixam de ser apenas valores morais e passam a integrar, de maneira clara, os deveres legais dos pais em relação aos filhos. A nova [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>abandono afetivo</strong> passou a ocupar, de forma expressa, um lugar central no ordenamento jurídico brasileiro. Com a sanção da Lei nº 15.240/2025, o cuidado emocional, a presença e a convivência deixam de ser apenas valores morais e passam a integrar, de maneira clara, os deveres legais dos pais em relação aos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para reconhecer que a ausência injustificada de cuidado afetivo pode configurar <strong>ato ilícito civil</strong>, sujeito à responsabilização e à indenização por danos causados à criança ou ao adolescente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a lei entende por abandono afetivo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo não se confunde com a simples ausência de sentimentos ou com conflitos familiares pontuais. A lei adota uma leitura objetiva, baseada em <strong>condutas verificáveis</strong>, evitando qualquer tentativa de regular emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto legal, a assistência afetiva envolve, entre outros aspectos, a presença física e emocional na vida do filho, o contato regular, o acompanhamento do desenvolvimento psicológico, moral e social, bem como a orientação em decisões relevantes de natureza educacional, cultural e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando há omissão reiterada e injustificada desses deveres, caracteriza-se o abandono afetivo, passível de análise judicial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abandono afetivo como ilícito civil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com a nova lei, o abandono afetivo passa a ser expressamente reconhecido como <strong>ofensa a direito fundamental da criança e do adolescente</strong>. Isso significa que, uma vez comprovada a omissão parental, o responsável pode ser condenado a reparar os danos causados, inclusive por meio de indenização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse entendimento não surge do nada. Desde 2012, o Superior Tribunal de Justiça já admitia a possibilidade de reparação civil em casos de abandono afetivo. A diferença é que, agora, esse posicionamento ganha <strong>respaldo legislativo expresso</strong>, conferindo maior segurança jurídica às decisões.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afeto não é imposição, cuidado é dever</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto importante da Lei nº 15.240/2025 é deixar claro que o Estado não pretende impor sentimentos ou obrigar alguém a amar. O foco está no <strong>dever de cuidado</strong>, na presença possível e no compromisso com o desenvolvimento integral da criança e do adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo, portanto, não se caracteriza pela ausência de amor declarado, mas pela falta de ações concretas: ausência de convivência, de orientação, de apoio em momentos difíceis e de presença quando necessária e possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15829&amp;action=edit">União estável e casamento: o que muda juridicamente ao casar</a></em></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Reflexos práticos da nova legislação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a lei amplia a responsabilidade parental e reforça que o dever dos pais não se limita ao sustento material. A assistência afetiva passa a integrar, de forma inequívoca, o núcleo das obrigações parentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da possibilidade de indenização, a legislação também reforça medidas protetivas já previstas no ECA, como o afastamento do agressor do convívio familiar em situações de negligência grave, maus-tratos ou outras violações de direitos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um avanço no Direito das Famílias</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento legal do abandono afetivo representa um avanço relevante no Direito das Famílias, ao alinhar o texto legal com a realidade social, a doutrina especializada e a jurisprudência consolidada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que punir, a norma tem caráter pedagógico e preventivo. Ela sinaliza que a parentalidade envolve responsabilidade contínua, mesmo após separações, divórcios ou reorganizações familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo deixa de ser invisível aos olhos da lei e passa a ser tratado como aquilo que é: uma violação grave aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://ibdfam.org.br/noticias/13374/Sancionada+lei+que+reconhece+o+abandono+afetivo+como+ato+ilícito+civil+e+prevê+indenização+">IBDFAM</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: abandono afetivo, direito de família, responsabilidade parental, estatuto da criança e do adolescente, indenização por danos morais, dever dos pais, convivência familiar, proteção da criança</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>União estável e casamento: o que muda juridicamente ao casar</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/uniao-estavel-e-casamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 20:44:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[casamento civil]]></category>
		<category><![CDATA[regime de bens]]></category>
		<category><![CDATA[união estável e casamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=15829</guid>

					<description><![CDATA[<p>A relação entre união estável e casamento ainda gera muitas dúvidas jurídicas, especialmente para casais que já convivem há anos e decidem oficializar a relação no cartório. O que muita gente não sabe é que casar sem planejamento pode significar a perda do reconhecimento jurídico de toda uma história construída a dois. Ao contrário do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A relação entre <strong>união estável e casamento</strong> ainda gera muitas dúvidas jurídicas, especialmente para casais que já convivem há anos e decidem oficializar a relação no cartório. O que muita gente não sabe é que casar sem planejamento pode significar a perda do reconhecimento jurídico de toda uma história construída a dois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que se imagina, o casamento não “absorve automaticamente” a união estável anterior. Sem cuidados específicos, a lei pode considerar que a relação jurídica começa apenas a partir da data do casamento, ignorando anos de convivência, patrimônio e esforço comum.</p>



<h3 class="wp-block-heading">União estável: quando existe, mas não está formalizada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A união estável é reconhecida quando há convivência pública, contínua e duradoura com intenção de constituir família. No entanto, <strong>quando não é formalizada</strong>, esse reconhecimento pode se tornar frágil no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casais que viveram cinco, dez ou mais anos juntos, adquiriram bens e só depois decidiram casar, muitas vezes acreditam que todo esse período estará automaticamente protegido. Na prática, isso nem sempre acontece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem escritura pública de união estável ou decisão judicial que a reconheça, <strong>o patrimônio construído antes do casamento pode virar objeto de disputa</strong>, especialmente em casos de separação, falecimento ou conflito com herdeiros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Casamento sem conversão da união estável: onde mora o risco</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos de <strong>união estável e casamento</strong>, um dos pontos mais sensíveis é a ausência de conversão formal da união estável em casamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o casal se casa diretamente, escolhendo um regime de bens no cartório, a interpretação jurídica pode ser a seguinte:<br>o regime de bens passa a valer <strong>apenas a partir do casamento</strong>, e não retroage automaticamente ao período anterior de convivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que bens adquiridos durante a união estável “informal” podem não ser reconhecidos como comuns sem prova robusta, abrindo espaço para litígios longos, custosos e emocionalmente desgastantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Planejamento patrimonial: a etapa que muitos ignoram</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre <strong>união estável e casamento</strong> não é apenas simbólica — ela é profundamente patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para casais que já possuem história, bens ou filhos, os caminhos juridicamente mais seguros costumam ser:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Converter a união estável em casamento, garantindo o reconhecimento legal de todo o período de convivência.<br>Ou realizar um pacto antenupcial, deixando claro o que foi construído antes, o que será construído depois e como o patrimônio será tratado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse planejamento evita lacunas jurídicas, protege o patrimônio já formado e reduz drasticamente o risco de disputas futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Leia tabém: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15777&amp;action=edit">Filho fora do casamento tem direito à herança? Saiba como fica a divisão</a></strong></em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que esse cuidado é tão importante?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos conflitos patrimoniais não nasce da má-fé, mas da falta de orientação jurídica no momento certo. Quando o relacionamento vai bem, o tema costuma ser ignorado. Quando surge um conflito, muitas vezes já é tarde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender a relação entre <strong>união estável e casamento</strong> é uma forma de prevenção jurídica. É proteger não só bens, mas também a tranquilidade do casal e da família.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Casar é um ato de amor — e também de responsabilidade jurídica</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Buscar orientação jurídica antes do casamento não enfraquece a relação. Pelo contrário: fortalece. Um regime de bens bem definido e coerente com a realidade do casal evita surpresas desagradáveis e decisões judiciais que não refletem a história vivida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você já vive em união estável ou pretende se casar, o planejamento é o que transforma o amor em segurança jurídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: união estável e casamento, direito de família, planejamento patrimonial, regime de bens, pacto antenupcial, conversão de união estável, patrimônio do casal, casamento civil</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Filho fora do casamento tem direito à herança? Saiba como fica a divisão</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/heranca-filho-fora-do-casamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[filho extraconjugal]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[Inventário]]></category>
		<category><![CDATA[meação]]></category>
		<category><![CDATA[partilha de bens]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão legítima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A perda de um cônjuge já é um momento delicado. Mas quando, em meio ao luto, surge a notícia de que o falecido deixou um filho fora do casamento, as dúvidas sobre herança e direitos sucessórios se tornam inevitáveis. A pergunta mais comum nesses casos é: filho fora do casamento tem direito à herança? A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A perda de um cônjuge já é um momento delicado. Mas quando, em meio ao luto, surge a notícia de que o falecido deixou um filho fora do casamento, as dúvidas sobre herança e direitos sucessórios se tornam inevitáveis. A pergunta mais comum nesses casos é: <strong>filho fora do casamento tem direito à herança?</strong> A resposta é sim. Pela legislação brasileira, todos os filhos têm os mesmos direitos, independentemente de serem frutos do casamento, de uniões estáveis ou extraconjugais. Uma vez reconhecida a paternidade, o filho é considerado herdeiro necessário, com direito à mesma fração da herança dos demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de falarmos sobre a divisão entre os herdeiros, é essencial entender um conceito fundamental: <strong>meação não é herança.</strong> A meação corresponde à metade dos bens comuns adquiridos durante o casamento. Ela pertence automaticamente ao cônjuge sobrevivente nos regimes que preveem esse direito — como é o caso da comunhão parcial de bens, o regime mais comum no Brasil. Ou seja, se o casal adquiriu bens durante o casamento, metade já pertence à viúva, independentemente da existência de filhos. Só depois de separar a meação é que se define o valor da herança a ser partilhada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A herança, portanto, será formada pela parte que caberia ao falecido: a outra metade dos bens comuns e os bens particulares que ele possuía. Essa herança deve ser dividida igualmente entre todos os filhos, inclusive aqueles de fora do casamento. Suponha que o falecido deixou dois filhos com a esposa e um filho extraconjugal: os três receberão em partes iguais. A viúva, por sua vez, não entra na divisão da herança sobre os bens comuns, pois já foi beneficiada com a meação, mas pode ter direito a uma parte da herança sobre os bens particulares, dependendo do caso concreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um ponto importante, pois ainda existe divergência entre os tribunais quanto à participação do cônjuge sobrevivente na herança de bens particulares quando há filhos, especialmente sob o regime de comunhão parcial. Esse tema é discutido no projeto de Novo Código Civil (PL 04/2025), ainda em tramitação no Senado, e tem sido motivo de incerteza jurídica nos inventários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessa realidade, o passo essencial é a abertura do <strong>inventário</strong>, procedimento obrigatório para apurar bens, dívidas e realizar a partilha. Se o filho extraconjugal ainda não tiver a paternidade reconhecida legalmente, isso pode ser feito no próprio processo de inventário, de forma consensual, ou por meio de uma <strong>ação de investigação de paternidade</strong>, com exame de DNA. Após o reconhecimento, o filho deve obrigatoriamente ser incluído no inventário como herdeiro legítimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia também</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15743&amp;action=edit"><strong>Tenho direito à pensão mesmo sem filhos?</strong></a></li>



<li><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15749&amp;action=edit"><strong>Divórcio liminar: entenda a decisão da Justiça do Rio</strong></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Importante destacar que a simples existência de um filho fora do casamento não impede a realização do inventário por via extrajudicial. Havendo consenso entre todos os herdeiros e assistência de advogados, é possível conduzir o inventário em cartório, mesmo com filhos menores, incapazes ou extraconjugais — o que exige cautela, transparência e orientação jurídica especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que não pode acontecer é omitir esse herdeiro. Caso o inventário seja finalizado sem sua participação, ele poderá ingressar com uma <strong>ação de petição de herança</strong> para reivindicar sua parte. Essa ação pode anular a partilha já realizada, inclusive se feita em cartório, gerando desgaste, insegurança jurídica e grande prejuízo emocional e financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, diante da morte do cônjuge e da existência de um filho fora do casamento, é fundamental buscar o suporte de um <strong>advogado especialista em Direito de Família e Sucessões</strong>. Esse profissional garantirá o respeito aos direitos da viúva, aos direitos dos filhos e conduzirá o inventário da forma correta, respeitando a meação, a sucessão legítima e os princípios da legalidade e da boa-fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: herança, inventário, direito de família, filho extraconjugal, meação, sucessão legítima, partilha de bens, direito sucessório, filho fora do casamento tem direito à herança</em></p>



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