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	<title>Arquivos Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos - Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Abandono Afetivo]]></category>
		<category><![CDATA[Abandono afetivo: nova lei prevê indenização aos filhos]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O abandono afetivo passou a ocupar, de forma expressa, um lugar central no ordenamento jurídico brasileiro. Com a sanção da Lei nº 15.240/2025, o cuidado emocional, a presença e a convivência deixam de ser apenas valores morais e passam a integrar, de maneira clara, os deveres legais dos pais em relação aos filhos. A nova [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O <strong>abandono afetivo</strong> passou a ocupar, de forma expressa, um lugar central no ordenamento jurídico brasileiro. Com a sanção da Lei nº 15.240/2025, o cuidado emocional, a presença e a convivência deixam de ser apenas valores morais e passam a integrar, de maneira clara, os deveres legais dos pais em relação aos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para reconhecer que a ausência injustificada de cuidado afetivo pode configurar <strong>ato ilícito civil</strong>, sujeito à responsabilização e à indenização por danos causados à criança ou ao adolescente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a lei entende por abandono afetivo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo não se confunde com a simples ausência de sentimentos ou com conflitos familiares pontuais. A lei adota uma leitura objetiva, baseada em <strong>condutas verificáveis</strong>, evitando qualquer tentativa de regular emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto legal, a assistência afetiva envolve, entre outros aspectos, a presença física e emocional na vida do filho, o contato regular, o acompanhamento do desenvolvimento psicológico, moral e social, bem como a orientação em decisões relevantes de natureza educacional, cultural e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando há omissão reiterada e injustificada desses deveres, caracteriza-se o abandono afetivo, passível de análise judicial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abandono afetivo como ilícito civil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com a nova lei, o abandono afetivo passa a ser expressamente reconhecido como <strong>ofensa a direito fundamental da criança e do adolescente</strong>. Isso significa que, uma vez comprovada a omissão parental, o responsável pode ser condenado a reparar os danos causados, inclusive por meio de indenização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse entendimento não surge do nada. Desde 2012, o Superior Tribunal de Justiça já admitia a possibilidade de reparação civil em casos de abandono afetivo. A diferença é que, agora, esse posicionamento ganha <strong>respaldo legislativo expresso</strong>, conferindo maior segurança jurídica às decisões.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Afeto não é imposição, cuidado é dever</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto importante da Lei nº 15.240/2025 é deixar claro que o Estado não pretende impor sentimentos ou obrigar alguém a amar. O foco está no <strong>dever de cuidado</strong>, na presença possível e no compromisso com o desenvolvimento integral da criança e do adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo, portanto, não se caracteriza pela ausência de amor declarado, mas pela falta de ações concretas: ausência de convivência, de orientação, de apoio em momentos difíceis e de presença quando necessária e possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15829&amp;action=edit">União estável e casamento: o que muda juridicamente ao casar</a></em></strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Reflexos práticos da nova legislação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a lei amplia a responsabilidade parental e reforça que o dever dos pais não se limita ao sustento material. A assistência afetiva passa a integrar, de forma inequívoca, o núcleo das obrigações parentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da possibilidade de indenização, a legislação também reforça medidas protetivas já previstas no ECA, como o afastamento do agressor do convívio familiar em situações de negligência grave, maus-tratos ou outras violações de direitos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um avanço no Direito das Famílias</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento legal do abandono afetivo representa um avanço relevante no Direito das Famílias, ao alinhar o texto legal com a realidade social, a doutrina especializada e a jurisprudência consolidada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que punir, a norma tem caráter pedagógico e preventivo. Ela sinaliza que a parentalidade envolve responsabilidade contínua, mesmo após separações, divórcios ou reorganizações familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abandono afetivo deixa de ser invisível aos olhos da lei e passa a ser tratado como aquilo que é: uma violação grave aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes em formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://ibdfam.org.br/noticias/13374/Sancionada+lei+que+reconhece+o+abandono+afetivo+como+ato+ilícito+civil+e+prevê+indenização+">IBDFAM</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: abandono afetivo, direito de família, responsabilidade parental, estatuto da criança e do adolescente, indenização por danos morais, dever dos pais, convivência familiar, proteção da criança</em></p>



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