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	<title>Arquivos Amarok - Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Volkswagen pagará R$ 1,1 bilhão a consumidores que compraram Amarok</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2017 19:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Juiz  concluiu que Volkswagen agiu de má-fé ao esconder de seus consumidores o software que frauda inspeções. Ao vender carros com um software que serve para manipular o resultado da emissão de gases para burlar inspeções — sem avisar os compradores — a Volkswagen desrespeitou o princípio da informação adequada que os fornecedores devem prestar aos consumidores. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/volkswagen-pagara-r-11-bilhao-consumidores-que-compraram-amarok/">Volkswagen pagará R$ 1,1 bilhão a consumidores que compraram Amarok</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><em>Juiz  concluiu que Volkswagen agiu de má-fé ao esconder de seus consumidores o </em><em>software que frauda inspeções.</em></h3>
<p>Ao vender carros com um software que serve para manipular o resultado da emissão de gases para burlar inspeções — sem avisar os compradores — a Volkswagen desrespeitou o princípio da informação adequada que os fornecedores devem prestar aos consumidores. Com isso, a montadora os prejudicou financeiramente, já que o problema apontado no software diminuiu o valor de revenda dos veículos, e colocou os donos desses utilitários e a sociedade em risco — uma vez que permite aos veículos emitir mais poluentes do que é verificado.</p>
<p>Com base nesse entendimento, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, condenou a Volkswagen a pagar R$ 1,1 bilhão aos donos de Amarok no Brasil, além de indenizar a sociedade em R$ 1 milhão. A sentença, proferida na quarta-feira passada (13/9), foi publicada nesta terça (19/9).</p>
<p>Em 2015, uma agência de proteção ao meio ambiente dos EUA descobriu que a montadora tinha instalado em cerca de meio milhão de carros movidos a diesel um software e um dispositivo para <a href="http://www.conjur.com.br/2015-out-07/eua-volkswagen-enfrenta-enxurrada-acoes-coletivas-eua" target="_blank" rel="noopener">trapacear</a> nos testes de emissão, exigíveis por leis estaduais nos EUA. Estudos revelaram que o nível de emissão era 40 vezes maior que o máximo permitido por lei.</p>
<p>Para encerrar as ações civis que foram movidas contra ela nos Estados Unidos, a empresa <a href="http://www.conjur.com.br/2016-jun-29/volkswagen-processada-criminalmente-estados-unidos" target="_blank" rel="noopener">fez</a> acordo pelo qual se comprometeu a pagar US$ 14,7 bilhões a consumidores. Alem disso, a montadora confessou ter praticado os crimes de conspiração e obstrução da Justiça.</p>
<p>Com isso, o valor total das reparações pode chegar a US$ 21 bilhões. Mas a fraude não foi praticada só nos EUA – a Volkswagen admitiu que 11 milhões de veículos pelo mundo tem o software que permite burlar a fiscalização.</p>
<p>No Brasil, a montadora afirmou que a caminhonete Amarok, o único veículo da marca a diesel no país, possui o mesmo software. Por isso, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador (Abradecont) moveu ação civil pública pedindo indenização aos 17.057 compradores dos modelos 2011 e 2012 do carro, a safra que possui o software fraudulento, e à sociedade.</p>
<p>Em sua defesa, a Volkswagen alegou que o programa não está ativo nesses veículos. E mais: a montadora destacou que tais Amarok estão com os níveis de emissão de gases adequados à legislação nacional e que o software não interfere no funcionamento dos automóveis.</p>
<p>De acordo com a montadora, &#8220;medidas técnicas provaram que o software não altera os níveis de emissão da Amarok comercializada no mercado brasileiro&#8221;. Portanto, mesmo sem retirar o programa, os veículos cumprem as normas brasileiras de emissão de poluentes, declarou a empresa.</p>
<h4><strong>Danos reais</strong></h4>
<p>Ao julgar o caso, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita declarou que os danos do programa não são hipotéticos, mas reais. Isso porque a “simples existência de um dispositivo que manipule resultados de emissão de gases poluentes já configura um ato não só ilegal, mas imoral e desleal ao meio ambiente e ao consumidor”.</p>
<p>Essa atitude da Volkswagen fere o princípio da boa-fé e configura a infração ambiental do artigo 71 do Decreto 6.514/2008, ressaltou Mesquita. O dispositivo prevê multa de R$ 500 a R$ 10 mil, por carro, para quem “alterar ou promover a conversão de qualquer item em veículos ou motores novos ou usados que provoque alterações nos limites e exigências ambientais previstas na legislação”.</p>
<p>Além de terem sido enganados, os consumidores também foram prejudicados pela queda anormal no preço de mercado dos Amarok de 2011 e 2012, pois quem  procurar tais veículos irá “oferecer um valor muito inferior ao normal, em decorrência dessa fraude amplamente difundida pela mídia”, conforme o juiz.</p>
<p>No entanto, os compradores não sofreram só danos materiais, mas também morais, na visão do juiz. Segundo Alexandre Mesquita, a Volkswagen violou o princípio da informação ao instalar o software para burlar inspeções ambientais sem avisar os consumidores.</p>
<p>Ele também apontou que os proprietários dos Amarok foram vítimas de propaganda abusiva e método comercial desleal, visto que “não sabiam o real potencial poluidor do automóvel”. “Com isso, a saúde de todos também está sendo ameaçada, visto que o veículo emite mais poluentes do que a ré afirma emitir”.</p>
<p>O juiz ainda rechaçou o argumento da Volkswagen de que o software estaria inativo nos veículos. “Não haveria propósito, portanto, de uma empresa colocar esse tipo de dispositivo sem a intenção de ativá-lo. Se não foi ativado, foi por forças alheias à sua vontade e isso não descaracteriza o ato ilícito da ré, que merece total repúdio”, criticou.</p>
<p>Dessa maneira, Mesquita condenou a montadora a indenizar cada um dos 17.057 compradores dos Amarok com o programa que frauda a fiscalização em R$ 54 mil, por danos materiais, e R$ 10 mil, por danos morais. Somado, o valor chega a R$ 1.091.648.000. Por dano moral coletivo, a Volkswagen deverá pagar R$ 1 milhão.</p>
<h4><strong>Medidas técnicas</strong></h4>
<p>A Volkswagen afirmou à <strong>ConJur</strong> que irá recorrer da sentença, a qual considera &#8220;incorreta&#8221;, como fez com decisão do Ibama no mesmo sentido.</p>
<p>Além disse, a Volkswagen lembrou que fez <em>recall</em> dos Amarok, convocando seus donos para substituir o software da unidade de comando eletrônico do motor. A medida, que se iniciou em 3 de maio e envolve os 17.057 veículos alvo da ação, tem o objetivo de &#8220;recuperar a confiança de seus consumidores&#8221;, explicou a montadora.</p>
<p><strong>Clique <a href="http://s.conjur.com.br/dl/fraude-emissao-gases-volkswagen.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> para ler a decisão.</strong></p>
<p><strong>Processo 0412318-20.2015</strong></p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.conjur.com.br/2017-set-19/fraudar-carros-volkswagen-pagara-11-bilhoes-consumidores" target="_blank" rel="noopener">Conjur</a></p>
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