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	<title>Arquivos assédio moral organizacional - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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		<title>Mantida condenação de banco por assédio moral organizacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[assédio moral organizacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ASSÉDIO MORAL ORGANIZACIONAL &#8211; A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo da HSBC Bank Brasil S.A. contra condenação ao pagamento de indenização por assédio moral organizacional. O motivo foi a submissão dos empregados ao preenchimento de formulário sobre questões relativas às principais demandas judiciais movidas contra o banco. A conclusão das instâncias [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">ASSÉDIO MORAL ORGANIZACIONAL &#8211; A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo da HSBC Bank Brasil S.A. contra condenação ao pagamento de indenização por assédio moral organizacional. O motivo foi a submissão dos empregados ao preenchimento de formulário sobre questões relativas às principais demandas judiciais movidas contra o banco. A conclusão das instâncias inferiores foi de que esse procedimento configura abuso do poder diretivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Formulário</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Na ação civil pública, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região relatou que o empregador enviou aos empregados “um formulário que era “um verdadeiro interrogatório” sobre ações judiciais movidas por ex-colegas, inclusive com perguntas de fundo jurídico e interpretativo &#8211; como, por exemplo, se o desempenho das tarefas do autor da ação tinham a mesma perfeição técnica ou produtividade de outro colega. Segundo o sindicato, a imposição de respostas com o compromisso de veracidade permitiria usá-las como prova contra o próprio bancário, caso ele viesse a mover ação contra o banco a respeito das informações prestadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HSBC, em sua defesa, sustentou que o formulário não contemplava questionamentos sobre aspectos de natureza pessoal e íntima dos ex-empregados e empregados. “Todos os questionamentos estão centrados em aspectos e contornos da prestação laboral, notadamente com relevância a circunstâncias fáticas”, afirmou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Abuso do poder diretivo</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Para o juízo da 21ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS), ficou evidente, “pela especificidade com que formulados os questionamentos”, que o empregador buscava de seus empregados informações que poderiam beneficiá-lo em reclamações trabalhistas. “Caso efetivamente estivesse interessado na rotina de trabalho em suas unidades, não seria campo de preenchimento obrigatório o nome, a matrícula e a assinatura do colaborador que preencheu o formulário, com a declaração expressa acerca da veracidade das informações prestadas”, registrou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/trabalhadora-insultada-pelo-supervisor-recebera-indenizacao/">Trabalhadora chamada de feia e esquisita pelo supervisor receberá indenização por danos morais</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao considerar que a prática excedeu os limites do poder diretivo do empregador, condenou a empresa ao pagamento de indenização por assédio moral organizacional no valor de R$ 100 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), ao manter a sentença, ressaltou que a própria elaboração do formulário já representa violação à dignidade dos trabalhadores, ameaça o direito constitucional de ação e estabelece uma pressão desnecessária e uma atmosfera de constrangimento no ambiente de trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reexame de provas de assédio moral organizacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No agravo pelo qual tentava rediscutir a condenação no TST, o banco alegou que, além de não ser obrigatório, o questionário tinha caráter genérico e visava à melhoria das condições de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator, ministro Douglas Alencar, observou que o TRT, após a análise das provas dos autos, concluiu que a coleta de informações que pudessem beneficiar a empresa em demandas judiciais trabalhistas configurava abuso do poder diretivo. Para chegar a conclusão diversa e acolher a alegação do banco, seria necessário o reexame das provas, o que não se admite em instância extraordinária (Súmula 126 do TST) e, consequentemente, inviabiliza a análise do recurso de revista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi unânime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(VC/CF)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Processo: Ag-AIRR-20284-76.2013.5.04.0021</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.tst.jus.br/web/guest/-/mantida-condena%C3%A7%C3%A3o-de-banco-por-ass%C3%A9dio-moral-organizacional">TST</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tags: Direito do trabalho, assédio moral organizacional, advogado de direito do trabalho RJ, advogado de direito do trabalho no Rio de Janeiro</p>
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