<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos cartorio - Costa Queiroz Advogados</title>
	<atom:link href="https://costaqueirozadvogados.com.br/tag/cartorio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/tag/cartorio/</link>
	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
	<lastBuildDate>Mon, 17 Sep 2018 21:22:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-ICON_CQ-32x32.png</url>
	<title>Arquivos cartorio - Costa Queiroz Advogados</title>
	<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/tag/cartorio/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>1ª Mulher divorciada do país defende o divórcio por acreditar no amor</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/1a-mulher-divorciada-do-pais-defende-o-divorcio-por-acreditar-no-amor/</link>
					<comments>https://costaqueirozadvogados.com.br/1a-mulher-divorciada-do-pais-defende-o-divorcio-por-acreditar-no-amor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2018 21:22:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[cartorio]]></category>
		<category><![CDATA[centro rj]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[Divorcio]]></category>
		<category><![CDATA[ex-marido]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[separação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=4330</guid>

					<description><![CDATA[<p>Arethuza de Aguiar conta que se considera uma “divorcista ferrenha” e que nunca se deixou ser desrespeitada por isso Arethuza Figueiredo Henrique Silva de Aguiar. Esse é o nome da primeira mulher a se divorciar do país. Três dias depois da sanção da lei do divórcio, que ocorreu em 26 de dezembro de 1977, Arethuza [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/1a-mulher-divorciada-do-pais-defende-o-divorcio-por-acreditar-no-amor/">1ª Mulher divorciada do país defende o divórcio por acreditar no amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arethuza de Aguiar conta que se considera uma “divorcista ferrenha” e que nunca se deixou ser desrespeitada por isso</strong><br/><br/>Arethuza Figueiredo Henrique Silva de Aguiar. Esse é o nome da primeira mulher a se divorciar do país. Três dias depois da sanção da lei do divórcio, que ocorreu em 26 de dezembro de 1977, Arethuza e seu ex-marido foram ao cartório em Niterói para que pudessem converter o desquite – documento que encerrava a sociedade conjugal – em divórcio.<br/><br/>A homologação do pedido, obtida em um dia, virou notícia em todo o país. Também, pudera: até então o casamento era indissolúvel, muito por influência da igreja católica e de setores conservadores da época.<br/><br/>Arethuza, que é advogada e juíza de paz, conta em entrevista ao Migalhas que sempre foi uma divorcista ferrenha justamente porque acredita no amor: “Eu sempre acreditei e acredito no amor. Se eu não estava feliz, como outros milhares pelo país afora, nada mais digno e certo que saíssem de um casamento fracassado”, afirma.<br/><br/>No ano em que a lei foi aprovada, os debates eram inflamados. A juíza de paz lembra de um programa, exibido pela extinta TV Tupi, no qual foi a única convidada para falar a favor do divórcio, em debate contra um padre e um jornalista antidivorcista. “Ali sim, foi um fogo cruzado”, relembra.<br/><br/>O país se encontrava em plena ditadura militar quando o divórcio foi aprovado, no governo de Ernesto Geisel. O então presidente não se deixou abalar pelas influências da igreja católica porque era luterano. A sociedade, no entanto, estava dividida: de um lado, lideranças católicas convocavam os fiéis a protestar contra “a destruição da família brasileira”. No front oposto, movimentos como a Campanha Nacional Pró-Divórcio defendiam a mudança, que, segundo eles, daria a milhões de brasileiros a chance de regularizar suas famílias.<br/><br/>Para Arethuza, o intuito nunca foi mexer com os dogmas da igreja e, sim, com a lei civil. Para ela, a possibilidade do divórcio era uma defesa que ia muito além dos interesses pessoais uma vez que tinha ciência das represálias que inúmeras pessoas sofriam, incluindo os filhos frutos de uma relação fora da lei:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Onde não existe amor, continuar dentro do casamento é um engodo e eu sabia das inúmeras represálias das pessoas que se encontravam em outra união, com filhos desta união fora do casamento formal que sofriam nas escolas que frequentavam, na sociedade como um todo, precisavam de uma proteção do Estado laico.”</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Advogada, especializada em Direito de Família, além de conhecer muito bem àquilo a que se propunha, apesar de jovem na época, afirma que nunca deu, a quem quer que seja, o direito de se deixar desrespeitar por ser uma mulher separada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="http://www.cnbsp.org.br/index.php?pG=X19leGliZV9ub3RpY2lhcw==&amp;in=MTY3NTc=&amp;filtro=1&amp;Data=" target="_blank" rel="noopener">Colégio Notarial do Brasil SP</a></strong></p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/1a-mulher-divorciada-do-pais-defende-o-divorcio-por-acreditar-no-amor/">1ª Mulher divorciada do país defende o divórcio por acreditar no amor</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://costaqueirozadvogados.com.br/1a-mulher-divorciada-do-pais-defende-o-divorcio-por-acreditar-no-amor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cartórios são proibidos de fazer escrituras públicas de relações poliafetivas</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/cartorios-sao-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas/</link>
					<comments>https://costaqueirozadvogados.com.br/cartorios-sao-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 16:41:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
		<category><![CDATA[advogado de família]]></category>
		<category><![CDATA[advogado rj]]></category>
		<category><![CDATA[cartorio]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[escrituras públicas]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[Poliafetiva]]></category>
		<category><![CDATA[união estável]]></category>
		<category><![CDATA[uniões poliafetivas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=3985</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (26/6), que os cartórios brasileiros não podem registrar uniões poliafetivas, formadas por três ou mais pessoas, em escrituras públicas. A maioria dos conselheiros considerou que esse tipo de documento atesta um ato de fé pública e, portanto, implica o reconhecimento de direitos garantidos a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/cartorios-sao-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas/">Cartórios são proibidos de fazer escrituras públicas de relações poliafetivas</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (26/6), que os cartórios brasileiros não podem registrar uniões poliafetivas, formadas por três ou mais pessoas, em escrituras públicas. A maioria dos conselheiros considerou que esse tipo de documento atesta um ato de fé pública e, portanto, implica o reconhecimento de direitos garantidos a casais ligados por casamento ou união estável – herança ou previdenciários, por exemplo.</p>
<p>Na decisão, o CNJ determina que as corregedorias-gerais de Justiça proíbam os cartórios de seus respectivos estados de lavrar escrituras públicas para registar uniões poliafetivas. A decisão atendeu a pedido da Associação de Direito de Família e das Sucessões, que acionou o CNJ contra dois cartórios de comarcas paulistas, em São Vicente e em Tupã, que teriam lavrados escrituras de uniões estáveis poliafetivas.</p>
<p>De acordo com o relator do processo, ministro João Otávio de Noronha, as competências do CNJ se limitam ao controle administrativo, não jurisdicional, conforme estabelecidas na Constituição Federal.</p>
<p>A emissão desse tipo de documento, de acordo com o ministro Noronha, não tem respaldo na legislação nem na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece direitos a benefícios previdenciários, como pensões, e a herdeiros apenas em casos de associação por casamento ou união estável.</p>
<p>“(Nesse julgamento) eu não discuto se é possível uma união poliafetiva ou não. O corregedor normatiza os atos dos cartórios. Os atos cartorários devem estar em consonância com o sistema jurídico, está dito na lei. As escrituras públicas servem para representar as manifestações de vontade consideradas lícitas. Um cartório não pode lavrar em escritura um ato ilícito como um assassinato, por exemplo”, afirmou o ministro Noronha.</p>
<h4><strong>Delimitação do debate</strong></h4>
<p>A presidente do CNJ e do STF, ministra Cármen Lúcia, fez uma ressalva para delimitar o objeto da discussão. “O desempenho das serventias [cartórios] está sujeito à fiscalização e ao controle da Corregedoria Nacional de Justiça. Por isso exatamente que o pedido foi assim formulado. Não é atribuição do CNJ tratar da relação entre as pessoas, mas do dever e do poder dos cartórios de lavrar escrituras. Não temos nada com a vida de ninguém. A liberdade de conviver não está sob a competência do CNJ. Todos somos livres, de acordo com a constituição”, disse.</p>
<h4><strong> Vista</strong></h4>
<p>A votação foi iniciada na 270ª Sessão Plenária, no dia 25/4, mas interrompida por um pedido de vista regimental do conselheiro Aloysio da Veiga. Depois, na 272ª Sessão Ordinária, o conselheiro Valdetário Monteiro pediu vista, apresentando posicionamento na sessão desta terça-feira (26/6), em que seguiu o voto do relator.</p>
<p>Ao final da votação, oito conselheiros votaram pela proibição do registro do poliamor em escritura pública. A divergência parcial, aberta pelo conselheiro Aloysio Corrêa da Veiga, teve cinco votos. Para Corrêa da Veiga, escrituras públicas podem ser lavradas para registrar a convivência de três ou mais pessoas por coabitação sem, no entanto, equiparar esse tipo de associação à união estável e à família.</p>
<p><a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/86892-uniao-poliafetiva-pedido-de-vista-adia-a-decisao" target="_blank" rel="alternate noopener">&gt; União poliafetiva: pedido de vista adia a decisão </a></p>
<p>Houve ainda uma divergência aberta pelo conselheiro Luciano Frota, que não obteve adesões no Plenário. Frota votou pela improcedência do pedido e, portanto, para permitir que os cartórios lavrassem escrituras de união estável poliafetiva. Antes de ser publicado, o texto final será redigido pelo relator do processo Pedido de Providências (PP 0001459-08.2016.2.00.0000), ministro corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/87073-cartorios-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas" target="_blank" rel="noopener">CNJ</a></strong></p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/cartorios-sao-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas/">Cartórios são proibidos de fazer escrituras públicas de relações poliafetivas</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://costaqueirozadvogados.com.br/cartorios-sao-proibidos-de-fazer-escrituras-publicas-de-relacoes-poliafetivas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transexual tem direito a alterar registro civil mesmo sem cirurgia</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/transexual-direito-a-alterar-registro/</link>
					<comments>https://costaqueirozadvogados.com.br/transexual-direito-a-alterar-registro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2017 05:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[advogado de família]]></category>
		<category><![CDATA[cartorio]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Costa Queiroz Advogados]]></category>
		<category><![CDATA[mudança de nome]]></category>
		<category><![CDATA[mudar nome]]></category>
		<category><![CDATA[registro civil]]></category>
		<category><![CDATA[Transexual]]></category>
		<category><![CDATA[Transgênero]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=2659</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma decisão inédita na 4ª turma do STJ: acompanhando o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, o colegiado garantiu o direito a transexual que não realizou cirurgia a alterar o seu registro civil. O caso julgado é de uma pessoa que, nascida homem, atualmente vive em Paris, em união estável com francês, trabalhando em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/transexual-direito-a-alterar-registro/">Transexual tem direito a alterar registro civil mesmo sem cirurgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<article>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Uma decisão inédita na 4ª turma do STJ: acompanhando o voto do relator, ministro <strong>Luis Felipe Salomão</strong>, o colegiado garantiu o direito a transexual que não realizou cirurgia a alterar o seu registro civil.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O caso julgado é de uma pessoa que, nascida homem, atualmente vive em Paris, em união estável com francês, trabalhando em salão de beleza e assumindo em tudo as características do gênero feminino.</span></p>
<h4 align="justify"><span style="font-family: Arial;"><strong>Superação de preconceitos e estereótipos</strong></span></h4>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">No <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_self" rel="noopener">voto paradigmático</a>, o ministro Salomão destac</span><span style="font-family: Arial;">ou a missão constitucional da Corte de guardião e intérprete da legislação Federal, funcionando como verdadeiro “Tribunal da Cidadania”, considerando a dinâmica das transformações sociais. Assim sendo, ponderou, o exame da controvérsia reclama:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">“<em>A superação de preconceitos e estereótipos, bem como o exercício da alteridade, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro, notadamente em razão do contexto social atual: uma sociedade que adota um sistema binário de gênero, dividindo as pessoas entre mulheres (feminino) e homens (masculino) &#8211; cada qual com um papel social definido e dotado de atributos específicos -, e que marginaliza e/ou estigmatiza os indivíduos fora do padrão heteronormativo</em>.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O longuíssimo voto faz uma distinção entre os conceitos jurídicos sobre sexo, identidade de gênero e orientação sexual, além de distinguir a transexualidade das demais dissidências existenciais de gênero.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><strong>Dignidade da pessoa humana</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Segundo o ministro Salomão, a segurança jurídica pretendida com a individualização da pessoa perante a família e a sociedade deve ser compatibilizada com o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">S. Exa. lembrou no voto a realidade de violência vivida por transexuais no país, notadamente à vista da documentação apresentada – que revela incongruência entre o sexo biológico e sua identidade de gênero. </span><span style="font-family: Arial;">A &#8220;transfobia&#8221; tem crescido no Brasil, país onde mais ocorrem homicídios de pessoas transexuais no mundo (689 mortes entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014), segundo noticia a organização Transgender Europe.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">De acordo com o relator, em muitos países já existe legislação que não condiciona o exercício do direito à realização da cirurgia de adequação sexual.</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">“<em>A recusa da alteração de gênero de transexual com base na falta de realização de cirurgia de transgenitalização ofende a cláusula geral de proteção à dignidade da pessoa humana. (&#8230;) A compreensão de vida digna abrange, assim, o direito de serem identificados, civil e socialmente, de forma coerente com a realidade psicossocial vivenciada, a fim de ser combatida, concretamente, qualquer discriminação ou abuso violadores do exercício de sua personalidade</em>.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Dessa forma, destaca no voto, a exigência de cirurgia para viabilizar a mudança do sexo registral &#8220;<em>vai de encontro à defesa dos direitos humanos internacionalmente reconhecidos &#8211; máxime diante dos custos e da impossibilidade física desta cirurgia para alguns -, por condicionar o exercício do direito à personalidade à realização de mutilação física, extremamente traumática, sujeita a potenciais sequelas (como necrose e incontinência urinária, entre outras) e riscos (inclusive de perda completa da estrutura genital)</em>&#8220;.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O voto do ministro Luis Felipe Salomão foi seguido por três dos quatro colegas de turma, garantindo ao requerente o direito de mudança do registro civil.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><u>Processo relacionado</u>: <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_self" rel="noopener">REsp 1.626.739</a></span></li>
</ul>
<div align="justify"><strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Migalhas</a></div>
</article>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/transexual-direito-a-alterar-registro/">Transexual tem direito a alterar registro civil mesmo sem cirurgia</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://costaqueirozadvogados.com.br/transexual-direito-a-alterar-registro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
