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	<title>Arquivos criança - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos criança - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<item>
		<title>Projeto aumenta penas para crimes de abandono de incapaz e recém-nascido</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/projeto-aumenta-penas-para-crimes-de-abandono-de-incapaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2020 19:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Abandono]]></category>
		<category><![CDATA[Código Penal]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[incapaz]]></category>
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		<category><![CDATA[Menores]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) apresentou um projeto de lei que aumenta as penas previstas para abandono incapaz ou recém-nascido. Para tornar maior essas punições, o projeto (PL 4.645/2020) altera os artigos 133 e 134 do Código Penal. Na justificação da proposta, Contarato lembra que &#8220;incapaz é aquele que não consegue exercer sua atividade psíquica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) apresentou um projeto de lei que aumenta as penas previstas para <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/pai-e-condenado-a-pagar-danos-morais-a-filha-por-abandono-afetivo-e-material/">abandono incapaz ou recém-nascido</a>. Para tornar maior essas punições, o projeto (<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/144772">PL 4.645/2020</a>) altera os artigos 133 e 134 do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm">Código Penal</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na justificação da proposta, Contarato lembra que &#8220;incapaz é aquele que não consegue exercer sua atividade psíquica de forma plena e não consegue discernir riscos, a exemplo de crianças e pessoas com deficiência&nbsp; mental&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ressaltar a gravidade do crime de abandono de incapaz, o senador lembra que nesse caso &#8220;a pessoa abandonada deixa de ser cuidada e fica exposta a diversos riscos, podendo sofrer lesões ou até morrer”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Abandono de incapaz</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o artigo 133 do Código Penal prevê pena de detenção de seis meses a três anos para o crime de abandono de incapaz. Se o abandono resultar em lesão corporal grave, esse artigo prevê pena de reclusão de um a cinco anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o projeto de Contarato, a pena de detenção aumentaria para um a três anos. E, quando houvesse lesão corporal grave, a pena de reclusão seria de dois a cinco anos. O senador não sugere mudança na punição prevista em caso de morte do incapaz (que é a pena de reclusão de quatro a 12 anos).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Abandono de recém-nascido</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 134 do Código Penal prevê pena de detenção de seis meses a dois anos para o crime de exposição ou abandono de recém-nascido visando &#8220;ocultar desonra própria&#8221;. Quando esse abandono resulta em lesão corporal grave, o artigo prevê pena de detenção de um a três anos. E, em caso de morte, a previsão é de pena de detenção de dois a seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua proposta, Contarato aumenta a pena de detenção para um a dois anos. Quando há lesão corporal grave, a pena de detenção seria de dois a quatro anos. E em caso de morte, a pena de detenção seria de três a seis anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não há data prevista para a análise desse projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/10/29/projeto-aumenta-penas-para-crimes-de-abandono-de-incapaz-e-recem-nascido" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Agência Senado (abre numa nova aba)">Agência Senado</a></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estado indenizará criança vítima de bullying em escola pública</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/estado-indenizara-crianca-vitima-de-bullying/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 18:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Agressões Físicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[danos morais]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Pública]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estabelecimento deve proteger integridade dos alunos. A 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o Estado de São Paulo a indenizar, por danos morais, criança vítima de bullying e agressões físicas em escola pública. A reparação foi fixada em R$ 10 mil. De acordo com os autos, a vítima, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Estabelecimento deve proteger integridade dos alunos.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A 4ª Câmara de  Direito Público do <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/tribunal-de-justica-majora-valor-de-indenizacao-por-inscricao-indevida/">Tribunal de Justiça</a> de São Paulo condenou o Estado  de São Paulo a indenizar, por danos morais, criança vítima de bullying e  agressões físicas em escola pública. A reparação foi fixada em R$ 10  mil. De acordo com os autos, a vítima, de 11 anos, vinha sofrendo  bullying por parte de seus colegas quando, na data dos fatos, foi  agredida por vários estudantes dentro da sala de aula. O garoto desmaiou  e foi levado ao pronto-socorro para atendimento. Depois do episódio,  ficou oito dias sem ir à escola pelo trauma e atualmente passa por  tratamento psicológico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o 
relator do recurso, desembargador Ricardo Feitosa, a prova dos autos 
revela com segurança o ocorrido e a responsabilidade da Fazenda do 
Estado decorre da simples falha na garantia de incolumidade devida aos 
alunos de suas escolas, independentemente da culpa concreta de qualquer 
servidor. “A obrigação de preservar a intangibilidade física dos alunos,
 enquanto estes se encontrarem no recinto do estabelecimento escolar, 
constitui encargo indissociável do dever que incumbe ao Estado de 
dispensar proteção efetiva a todos os estudantes que se acharem sob a 
guarda imediata do Poder Público nos estabelecimentos oficiais de 
ensino. Descumprida essa obrigação, e vulnerada a integridade corporal 
do aluno tal como no caso ocorreu, emerge a responsabilidade civil do 
Poder Público pelos danos causados a quem, no momento do fato lesivo, se
 achava sob a guarda, atenção, vigilância e proteção das autoridades e 
dos funcionários escolares.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Completaram a turma julgadora os desembargadores Osvaldo Magalhães e Ana Liarte. A decisão foi unânime.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/estado-indenizara-crianca-vitima-de-bullying-em-escola-publica" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Jornal Jurid (abre numa nova aba)">Jornal Jurid</a></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>STF vai decidir se pais são obrigados a vacinar os filhos</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/stf-vai-decidir-se-pais-sao-obrigados-a-vacinar-os-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 18:14:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal – STF vai decidir se pais ou responsáveis são obrigados a vacinar os filhos menores de 18 anos. Por unanimidade, os ministros reconheceram existência de repercussão geral (Tema 1.103) com o Recurso Extraordinário com Agravo – ARE 1.267.879. A relatoria é do ministro Luís Roberto Barroso. Em agosto, Barroso propôs a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"> O Supremo Tribunal Federal – STF vai decidir se pais ou responsáveis  são obrigados a vacinar os <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/companheira-com-uniao-estavel-comprovada-tem-direito-a-dividir-pensao-por-morte-com-filho-do-falecido/">filhos</a> menores de 18 anos. Por unanimidade,  os ministros reconheceram existência de repercussão geral (Tema 1.103)  com o Recurso Extraordinário com Agravo – ARE 1.267.879. A relatoria é  do ministro Luís Roberto Barroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">
	Em agosto, Barroso propôs a repercussão geral sobre a matéria, 
destacando as questões filosóficas, religiosas, morais e existenciais 
que envolvem a discussão. Ressaltou ainda o aspecto social, considerando
 a importância das políticas de vacinação infantil determinadas pelo 
Ministério da Saúde. Há também o aspecto político, reconhecendo o 
crescimento do movimento antivacina, e o aspecto jurídico para discutir a
 aplicação de diversos dispositivos da Constituição Federal sobre o 
tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">
	A saúde das crianças, entre outros direitos, está prevista no artigo 
227. Por outro lado, a Constituição também assegura a liberdade dos pais
 na condução da educação e do cuidado com a prole, conforme os artigos 
226 e 229, bem como a liberdade de consciência, de crença e de 
manifestação política, religiosa e moral, no artigo 5º, VI e VIII.</p>



<h4 class="wp-block-heading">
	<strong>Pais são veganos e ressaltaram acompanhamento médico do filho</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">
	No caso concreto em análise, o Ministério Público entrou com ação 
contra os pais de um menino, residentes em São Paulo, para obrigá-los a 
seguir o calendário de vacinação. O melhor interesse estava acima da 
vontade da família, de acordo com a argumentação do MP. A 
obrigatoriedade foi negada em primeira instância, sob o fundamento da 
liberdade dos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">
	O Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP reverteu, favorável ao 
entendimento do MP. No acórdão, a Corte afirmou que não há base 
científica que apontem riscos da vacinação infantil. Os movimentos 
antivacina, em contrapartida, trazem grave risco à cobertura imunológica
 de doenças infecciosas na sociedade, segundo o entendimento do 
Tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">
	Os pais foram ao STF, argumentando que são veganos e o filho é 
saudável, faz acompanhamento médico, o que afastaria a alegação de 
negligência, uma vez ainda que a escolha pela não vacinação é 
ideológica. Em caso de reconhecimento da repercussão geral da questão 
constitucional, o agravo será convertido em Recurso Extraordinário.</p>



<h4 class="wp-block-heading">
	<strong>Especialista do IBDFAM alerta aos perigos do movimento antivacina</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">
	Em junho, por ocasião do Dia Mundial da Imunização, as divergências 
sobre o tema foram lembradas pelo Instituto Brasileiro de Direito de 
Família – IBDFAM. Matéria publicada à época destacou que o movimento 
antivacina vem repercutindo no ordenamento jurídico brasileiro, com 
jurisprudência e projetos de lei na tentativa de coibi-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Presidente da Comissão de Biodireito e Bioética do IBDFAM, a advogada  Marianna Chaves vê o movimento antivacina com preocupação. Ela aponta  que o fenômeno existe há tempos e por razões diversas, que vão desde a  desinformação causada por teorias infundadas até doutrinações  religiosas. A especialista elencou precedentes históricos sobre a  discussão e avaliou os impactos da pandemia do <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/coronavirus-justica-nega-pedido-de-suspensao-de-parcelas-de-compra-de-veiculo/">Coronavírus</a> nessa  discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.ibdfam.org.br/noticias/7726/STF+vai+decidir+se+pais+s%C3%A3o+obrigados+a+vacinar+os+filhos" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="IBDFAM (abre numa nova aba)">IBDFAM</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Multiparentalidade: Criança terá registro de pais biológico e socioafetivo</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/crianca-tera-registro-de-pais-biologico-e-socioafetivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 19:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[Filha]]></category>
		<category><![CDATA[filho]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[pai afetivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A solução, portanto, com a devida licença aos entendimentos em contrário, é aquela que percebe, identifica, valoriza e atribui significado a todos os sentimentos envolvidos. E isso significa multiparentalidade. E, aqui, não estamos falando simplesmente de genética. Estamos falando, notadamente, de afeto, que é o que deveria marcar, de fato, as relações familiares”. Esse&#160; entendimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“A solução, portanto, com a devida licença aos entendimentos em 
contrário, é aquela que percebe, identifica, valoriza e atribui 
significado a todos os sentimentos envolvidos. E isso significa 
multiparentalidade. E, aqui, não estamos falando simplesmente de 
genética. Estamos falando, notadamente, de afeto, que é o que deveria 
marcar, de fato, as relações familiares”. Esse&nbsp; entendimento é do juiz 
Fernando Vieira dos Santos, em decisão que concedeu parcial procedência 
de Ação de Reconhecimento de Paternidade para inclusão de nome de pai 
biológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado concedeu o reconhecimento do genitor no documento civil  de registros da criança, sem contudo, excluir a paternidade do <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/pai-e-condenado-a-pagar-danos-morais-a-filha-por-abandono-afetivo-e-material/">pai</a> registral que já  possuía vínculo afetivo. Também determinou a inclusão do nome do pai  biológico e também dos avós paternos. O processo tramita em segredo de  justiça na Comarca de São Valentim (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor ingressou na Justiça objetivando o reconhecimento da 
paternidade da criança, com correção de seu registro de nascimento, para
 dele constar o seu nome como pai, com consequente anulação do registro 
anterior. Conta que, por um período de 10 meses, manteve envolvimento 
amoroso com a mãe da criança. Alegou que, quando soube da gravidez, ela 
já estava em uma união estável com outro homem e que este optou por 
registrar a criança, logo após o seu nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a mãe relatou que teve um relacionamento passageiro com o autor da
 ação durante uma breve separação de seu companheiro, e que acabou 
engravidando. Contudo, após descobrir que estava grávida, comunicou ao 
ex-namorado, que logo levantou dúvidas quanto à paternidade. Somado a 
tudo isso, a mulher também destacou que o companheiro, pai socioafetivo,
 além do registro, exerceu papel de pai com dedicação desde o nascimento
 do bebê. Conta que, após alguns meses, o seu ex a procurou, pedindo o 
exame de DNA, que atestou a paternidade biológica. Enfatizou os laços 
afetivos existentes entre a filha e o pai socioafetivo, os quais não 
podem ser apagados o que impossibilitaria a sua exclusão do registro 
civil da menina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criança recebeu avaliação psicológica para averiguação de possíveis
 consequências psicológicas decorrentes de eventual exclusão da 
paternidade socioafetiva.&nbsp;O Ministério Público opinou, por sua vez, pela
 rejeição da tese de multiparentalidade e pela procedência do pedido, 
para o fim de incluir o autor como pai no registro de nascimento da 
criança, com posterior retirada do nome do pai socioafetivo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sentença</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu entendimento o magistrado frisou que é notória a paternidade 
biológica do autor, comprovada pelo exame de DNA. Assim acolheu, em 
parte, a ação, destacando que a multiparentalidade é tema de recente 
estudo para o direito de família e, como decorrência necessária, a 
paternidade socioafetiva. Realizou uma breve análise sobre a noção da 
entidade familiar e suas modificações ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observou que a conduta da mãe da criança, que efetuou exame de DNA 
extrajudicialmente requerido pelo autor, permitindo a proximidade dele, 
resultou no estabelecimento de laços também afetivos com a filha. Tanto –
 e principalmente – com o pai registral, com quem elas já estavam 
estabelecidas, quanto, também, com o pai biológico. Destacou, baseado no
 laudo psicológico, o forte laço afetivo da criança com o pai registral,
 com ênfase maior na sua representatividade. Ainda, ressaltou a prova 
oral colhida indicando a existência concomitante, das figuras do pai 
biológico e do pai socioafetivo, a autorizar o reconhecimento da 
multiparentalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos fatos apresentados, o juiz concluiu que “ambas as 
famílias, biológica e socioafetiva, nutrem, de modo e intensidade muito 
semelhantes, senão idênticos, laços de afeto, amor e cuidado pela 
infante. Não há solução, diante do quadro verificado, que possa resultar
 na exclusão de uma das figuras representativas de pai para a infante em
 detrimento da outra. Não há critério, seja de justiça, seja de direito,
 que permita concluir pela prevalência pura e simples da paternidade 
biológica sobre a socioafetiva. Muito antes ao contrário: aqui, se algum
 dos liames houvesse de prevalecer, haveria de ser a socioafetividade, 
que, como no laudo, se mostra a mais significativa vinculação paterna 
estabelecida pela infante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte:&nbsp;<a href="https://www.tjrs.jus.br/novo/noticia/multiparentalidade-crianca-tera-registro-de-pais-biologico-e-socioafetivo/">TJRS</a></em></p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/crianca-tera-registro-de-pais-biologico-e-socioafetivo/">Multiparentalidade: Criança terá registro de pais biológico e socioafetivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Plano de saúde deve fornecer bomba de insulina a criança diabética</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/plano-de-saude-deve-fornecer-bomba-de-insulina-a-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 19:34:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Médico]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[diabets]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=6504</guid>

					<description><![CDATA[<p>Magistrado deferiu liminar ao considerar laudo médico e periculum in mora. Plano de saúde deve fornecer bomba de insulina a criança diabética. Determinação é do juiz de Direito Serlon Silva Santos, da Comarca de Patrocínio/MG. A menor, por meio de seus pais, pleiteou tutela de urgência em face de empresa de assistência médica afirmando que, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/plano-de-saude-deve-fornecer-bomba-de-insulina-a-crianca/">Plano de saúde deve fornecer bomba de insulina a criança diabética</a> apareceu primeiro em <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br">Costa Queiroz Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading"> Magistrado deferiu liminar ao considerar laudo médico e periculum in mora.  </h5>



<p class="wp-block-paragraph"> Plano de saúde deve fornecer bomba de insulina a <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/plano-de-saude-tera-que-indenizar-crianca-que-teve-problema-na-visao-por-demora-em-cirurgia/">criança</a> diabética.  Determinação é do juiz de Direito Serlon Silva Santos, da Comarca de  Patrocínio/MG. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A
 menor, por meio de seus pais, pleiteou tutela de urgência em face de 
empresa de assistência médica afirmando que, há cerca de um ano, foi 
diagnosticada com diabetes tipo 1, forma mais grave da doença, motivo 
pelo qual necessita diariamente de várias doses de insulina, chegando a 
sofrer 20 perfurações de agulha em um dia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alegou
 ainda que, embora tenha feito uso de alguns tipos de insulina, os 
tratamentos não têm sido eficazes para manter o controle adequado da 
enfermidade, tendo sofrido diversos episódios de hipoglicemia, situação 
que caracteriza risco de vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao
 analisar o pedido, o magistrado considerou que os relatórios médicos 
apresentados apontaram expressamente a necessidade da menor pelo 
tratamento, não havendo terapia alternativa com mesmo resultado a curto e
 longo prazo. Destacou ainda que restou demonstrada a presença do 
periculum in mora, uma vez que o item pleiteado é imprescindível para o 
crescimento e bem-estar da menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim,  determinou que o plano de saúde forneça à menor a bomba de insulina com o  medicamento necessário e seus insumos, no prazo de 15 dias.                               </p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento terá pena de multa diária de R$ 1.500. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O advogado Sergio Marcos Vaz Virgulino, da banca Vaz &amp; Virgulino Advocacia, atua pela menor. </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Processo: <a href="https://www4.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc_complemento.jsp?comrCodigo=481&amp;numero=1&amp;listaProcessos=20002321" target="_blank" rel="noreferrer noopener">0023218-37.2020.8.13.0481</a></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Leia a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2020/8/07535B66EF6CBE_decisaodiabetes(3).pdf" target="_blank">decisão</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"> Por: <a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/332000/plano-de-saude-deve-fornecer-bomba-de-insulina-a-crianca-diabetica">Redação do Migalhas</a>  </p>
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		<item>
		<title>Supermercados deverão disponibilizar carrinhos adaptados para crianças com mobilidade reduzida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2018 20:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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		<category><![CDATA[Código de Defesa do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mantida lei que determina adequação de 5% dos carrinhos. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo declarou que é constitucional a Lei nº 16.674, de 13 de março de 2018, do Estado de São Paulo, que torna obrigatória em todos os supermercados e congêneres a adaptação de 5% dos carrinhos de compras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mantida lei que determina adequação de 5% dos carrinhos.</strong></p>
<p>O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo declarou que é constitucional a Lei nº 16.674, de 13 de março de 2018, do Estado de São Paulo, que torna obrigatória em todos os supermercados e congêneres a adaptação de 5% dos carrinhos de compras às crianças com deficiência ou mobilidade reduzida. A votação foi unânime.</p>
<p>A Associação Paulista de Supermercados (Apas) entregou com a ação de declaração de inconstitucionalidade com a alegação de que a norma impugnada ofendeu frontalmente os princípios constitucionais da isonomia, da razoabilidade e da proporcionalidade. Dentre os argumentos da entidade estão os de que a lei injustamente abrange apenas uma parte da atividade varejista (os grandes estabelecimentos), que a norma beneficia crianças em desfavor dos adultos (sendo que ambos necessitariam de cuidados especiais), bem como afirmam que a disponibilização de 5% dos carrinhos adaptados resultará em prejuízo à oferta de carrinhos ao público em geral.</p>
<p>Para o relator do processo, desembargador Alex Zilenovski, os argumentos da Apas não prosperam. “Não se vislumbra ofensa aos princípios constitucionais”, resumiu. O magistrado analisou todos os pontos levantados pela autora da ação. Segundo ele, a imposição de medidas a hipermercados, supermercados e congêneres é justificada, pois são exatamente nestes “que o deslocamento humano e de compras exige esforço físico maior”. O relator também destacou que o Estatuto da Pessoa com Deficiência “reconhece a criança como especialmente vulnerável”. Além disso, “o percentual imposto pelo legislador não se mostra desarrazoado ou desproporcional”. “Não há qualquer desequilíbrio entre a imposição contida na lei e o fim almejado pela legislação, tendentes a proteger direitos da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”, escreveu Alex Zilenovski.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Direta de Inconstitucionalidade nº <a href="https://esaj.tjsp.jus.br/cposg/show.do?processo.foro=990&amp;processo.codigo=RI004K3WQ0000" target="_blank" rel="noopener">2105073-97.2018.8.26.0000</a></p>
<p><b>Fonte: <a href="http://www.sosconsumidor.com.br/noticias-50195-supermercados-deverao-disponibilizar-carrinhos-adaptados-para-criancas-mobilidade-reduzida" target="_blank" rel="noopener">SOS Consumidor</a></b></p>
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		<title>Plenário decide que criança deve ter seis anos completos para ingresso no ensino fundamental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2018 15:16:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ministros consideraram válida resolução do MEC que fixa data de 31/3 para corte etário, data do início do ano letivo. O plenário do STF decidiu, nesta quarta-feira, 1º, que é constitucional o corte etário de 6 anos para ingresso no ensino fundamental. Os ministros ainda decidiram, por maioria, que a idade precisa estar completa no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align:left"><strong>Ministros consideraram válida resolução do MEC que fixa data de 31/3 para corte etário, data do início do ano letivo.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/3fed220d836ea93437f4d5e37348149c.jpg" alt="" class="wp-image-4071" width="580" height="208" srcset="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/3fed220d836ea93437f4d5e37348149c.jpg 835w, https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/3fed220d836ea93437f4d5e37348149c-300x108.jpg 300w, https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/3fed220d836ea93437f4d5e37348149c-768x276.jpg 768w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O plenário do STF decidiu, nesta quarta-feira, 1º, que é constitucional o corte etário de 6 anos para ingresso no ensino fundamental. Os ministros ainda decidiram, por maioria, que a idade precisa estar completa no início do ano letivo, quando da realização da matricula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro dia do semestre judiciário, foram finalizados os julgamentos da ADC 17 e da ADPF 292, que discutiam a questão do corte etário e foram apregoadas conjuntamente. A discussão teve início em setembro de 2017 e já passou por três sessões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já havia maioria na Corte pela constitucionalidade do corte etário, oito votos favoráveis à fixação dos 6 anos como idade mínima. A controvérsia cingia-se, por sua vez, em definir se a criança precisa ou não ter os seis anos completos quando do início do ano letivo, ou se basta que a idade seja completada ao longo do ano de ingresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fachin, relator, não é possível fixar data limite ao longo do ano em que a criança deva completar a idade. Da mesma forma entenderam Moraes, Rosa e Toffoli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo sentido votou, nesta quarta, o ministro Celso de Mello. Ele entendeu constitucional a lei 9.394/96, no ponto em que define a idade de seis anos para o início do ensino fundamental, não se admitindo, porém, a possibilidade de corte etário que impeça a matrícula da criança no ano em que completa a idade exigida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Divergência</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Barroso, por sua vez, entendeu que os 6 anos devem estar completos até 31/3, quando começa o ano letivo, como prevê resolução do MEC. Fux, Lewandowski e Gilmar acompanharam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao apresentar voto-vista nesta quarta, o ministro Marco Aurélio entendeu que o corte de idade para matrícula na educação básica foi precedido de discussões e audiências públicas, a envolver especialistas de todo o país. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Cuida-se de marco temporal adotado pela quase totalidade dos signatários do Mercosul, tendo em conta estudos acadêmicos internacionalmente reconhecidos a indicarem prejuízos ao desenvolvimento infantil decorrentes da antecipação do ingresso de alunos na educação básica.&#8221;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ele votou pela improcedência do pedido da ADPF 292, acompanhando o relator, assentando a constitucionalidade dos arts. 2 e 3 da resolução 1/10, e 2º, 3º e 4º da resolução 6/10, editadas pelo conselho nacional de educação. E julga procedente o pleito formado na ADC 17, divergindo parcialmente do relator, admitindo a fixação de corte temporal no ano em que ocorrer a matrícula, com fim de aferir atendimento, pelo aluno, de critério etário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Última a se manifestar, com voto de minerva, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, acompanhou a divergência. Ela destacou estudo realizado pelos legisladores e pelo próprio conselho de educação, pelo MEC, no sentido de que é preciso haver um amadurecimento intelectual e psíquico para se chegar a cada fase, a cada momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ADC 17 foi julgada procedente, sendo relator o ministro Barroso, primeiro a divergir; e improcedente a ADPF 292.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Processos: ADC 17 e ADPF 292</strong></p>



<hr class="wp-block-separator  is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/plenario-decide-que-crianca-deve-ter-seis-anos-completos-para-ingresso-no-ensino-fundamental" target="_blank" rel="noopener">Jornal Jurid</a></strong></p>
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		<title>Trabalhar no campo desde criança dá direito a benefício previdenciário, diz juiz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2018 23:03:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Previdenciário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem trabalha no campo desde cedo tem direito de receber benefício previdenciário se ficar doente. Esse é o entendimento do juízo da Vara Cível da Comarca de Tarauacá (AC), que julgou procedente o pedido de uma seringueira para condenar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao pagamento de aposentadoria por invalidez. Entendendo que a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem trabalha no campo desde cedo tem direito de receber benefício previdenciário se ficar doente. Esse é o entendimento do juízo da Vara Cível da Comarca de Tarauacá (AC), que julgou procedente o pedido de uma seringueira para condenar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao pagamento de aposentadoria por invalidez.</p>
<p>Entendendo que a legislação previdenciária tem caráter protetivo e contributivo aos trabalhadores, o juiz determinou ao INSS a implantação do benefício no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 500, limitada ao prazo de 30 dias, a reverter em favor da parte autora.</p>
<p>Nascida no Seringal Esperança, na zona rural do município de Tarauacá, a autora contou que é filha de trabalhadores rurais e que começou a trabalhar com apenas 10 anos de idade para ajudar seus pais, tendo atuado no campo por toda a vida até ficar doente. Alegou ainda sofrer de problemas na coluna, com fortes dores nas pernas e fraqueza, sem condições de continuar a trabalhar.</p>
<p>O juiz de Direito Guilherme Fraga disse que o conjunto probatório confirmou que as doenças incapacitam a trabalhadora de conseguir seus sustento. Nos autos, há prova material do exercício de atividade rural, também a qualidade de segurada, a qual comprova que trabalhou como rurícola em regime de economia familiar pelo período anterior ao requerimento.</p>
<p>O pagamento do respectivo benefício mensal, inclusive sobre o 13º salário, terá data fixada a partir do ajuizamento da ação, atualizado por juros de mora e correção monetária. <em>Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-AC. </em></p>
<h4>Fonte: <a href="https://www.conjur.com.br/2018-jan-22/trabalhar-campo-crianca-direito-beneficio-previdenciario" target="_blank" rel="noopener">Conjur</a></h4>
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		<item>
		<title>Material escolar: consumidor deve estar atento a lei contra abusos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 19:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consumidor que está às voltas com a compra de material escolar, neste começo de ano, conta com lei específica que proíbe as escolas de exigirem itens abusivos e precisa estar atento para fazer valer esse direito. A Lei Federal 12.886/13 proíbe a inclusão na lista de material escolar do aluno itens de uso coletivo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p id="link_lead" style="text-align: center;"><i>O consumidor que está às voltas com a compra de material escolar, neste começo de ano, conta com lei específica que proíbe as escolas de exigirem itens abusivos e precisa estar atento para fazer valer esse direito.</i></p>
<p>A Lei Federal 12.886/13 proíbe a inclusão na lista de material escolar do aluno itens de uso coletivo, como papel higiênico, detergente, álcool, copos e talheres descartáveis, grandes quantidades de papel, tinta para impressoras, grampeador, grampos e pastas classificadoras.</p>
<p>&#8220;No geral, itens que sejam de uso coletivo, e não de uso individual do aluno, são considerados abusivos e não devem ser comprados pelos pais&#8221;, alerta o deputado federal Chico Lopes (PCdoB), autor da lei, que desde 2013 vem garantindo aos pais um alívio no bolso, a cada final de ano e início de período letivo.</p>
<p>Chico Lopes parabeniza o Procon Fortaleza pelo trabalho intenso para garantir o cumprimento da lei, incluindo fiscalização às listas de material emitidas por diversas escolas, para prevenção quanto a possíveis exigências abusivas.</p>
<p>O parlamentar alerta que, além de ter atenção para identificar nas listas de material escolar possíveis itens abusivos, o consumidor precisa reservar tempo e paciência para as compras, de modo a comparar preços e garantir economia. Pesquisa feita pelo Procon Fortaleza revelou uma diferença de mais de 600% em alguns itens de material escolar.</p>
<h3>Atenção aos preços</h3>
<p>Para o deputado Chico Lopes, integrante da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, preços abusivos também podem ser questionados pelos órgãos de defesa do consumidor, como o próprio Procon.</p>
<blockquote><p>&#8220;O consumidor pode fotografar as etiquetas de preços dos mesmos produtos, com preços abusivamente diferentes, e enviar ao Procon, formalizando reclamação e ajudando nessa pesquisa de preços, que serve para todos os pais de alunos&#8221;, ressalta.</p>
<p>&#8220;Também é preciso ter cuidado com a questão dos livros. As escolas não podem exigir que os consumidores comprem os livros na própria escola. Escola é pra ter biblioteca, não livraria&#8221;, diferencia.</p>
<p>&#8220;O pai de aluno pode e deve economizar buscando opções como a feira de troca-troca de livros, na Praça dos Leões e em outros espaços de Fortaleza e dos municípios do Interior. O importante é o conhecimento transmitido pelo livro, não o fato de ele estar bonitinho ou novinho, porque os preços cobrados pela maioria das editoras é extremamente alto, fora da realidade da maioria das famílias trabalhadoras&#8221;.</p></blockquote>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-3516 aligncenter" src="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/01/26219415_1641623195918478_5353666299139584293_n117604.png" alt="" width="600" height="780" srcset="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/01/26219415_1641623195918478_5353666299139584293_n117604.png 600w, https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/01/26219415_1641623195918478_5353666299139584293_n117604-231x300.png 231w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h4>Fonte: <a href="http://www.vermelho.org.br/noticia/306521-1" target="_blank" rel="noopener">Vermelho</a></h4>
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		<title>O direito dos netos de serem visitados pelos avós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jan 2018 18:28:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Direito dos menores sempre se sobrepõe aos desafetos dos pais Temos presenciado a crescente procura pelo ajuizamento de Ações de Regulamentação de Visitas por avós, diante da postura intransigente de alguns pais de tentarem restringir, após o fim do relacionamento, o convívio de seus filhos com a família materna e/ou paterna. O direito de visitas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="document-subtitle" style="text-align: center;" data-reactid="35"><em>Direito dos menores sempre se sobrepõe aos desafetos dos pais</em></p>
<p>Temos presenciado a crescente procura pelo ajuizamento de Ações de Regulamentação de Visitas por avós, diante da postura intransigente de alguns pais de tentarem restringir, após o fim do relacionamento, o convívio de seus filhos com a família materna e/ou paterna.</p>
<p>O direito de visitas dos avós já está reconhecido e regulamentado na lei, conforme <a class="cite" title="Parágrafo 1 Artigo 1589 da Lei nº 10.406 de 10 de Janeiro de 2002" href="http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10623439/par%C3%A1grafo-1-artigo-1589-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002" rel="10623439">parágrafo único</a> do art. <a class="cite" title="Artigo 1589 da Lei nº 10.406 de 10 de Janeiro de 2002" href="http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10623491/artigo-1589-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002" rel="10623491">1.589</a> do <a class="cite" title="LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002." href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02" rel="10731286">Código Civil</a>:</p>
<blockquote><p>Art. 1.589. O pai ou a mãe, em cuja guarda não estejam os filhos, poderá visitá-los e tê-los em sua companhia, segundo o que acordar com o outro cônjuge, ou for fixado pelo juiz, bem como fiscalizar sua manutenção e educação.</p>
<p><b>Parágrafo único. O direito de visita estende-se a qualquer dos avós, a critério do juiz, observados os interesses da criança ou do adolescente.</b></p></blockquote>
<p>O que se deve ter em mente é que o direito de visitação, na realidade, se trata de um verdadeiro direito dos netos de serem visitados, o que deve ser respeitado e se sobrepor às conveniências e conflitos entre seus familiares.</p>
<p>A lei exige a regulamentação das visitas de forma a resguardar a preponderância dos interesses dos menores sobre os interesses de seus familiares, sendo que a mera indisposição entre sogros, genros e noras jamais constituirá justificativa para proibir o direito de visitação.</p>
<p>Assim, o direito de visitas será resguardado pelo Judiciário quando se evidenciar que a convivência com os avós atenderá unicamente ao bem-estar e ao saudável desenvolvimento do menor, respeitando o direito dos netos de crescerem com o afeto de seus avós.</p>
<p>Nesse sentido é o que tem destacado a jurisprudência:</p>
<blockquote><p>REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS. AVÓ PATERNA. CABIMENTO. <b>1. A avó tem o direito de exercer a visitação em relação ao netos e este tem o direito de receber o afeto avoengo, estreitar laços de convivência familiar e ampliar a convivência social, não sendo propriedade da mãe, mas pessoa titular de direitos, que merece ser respeitado, bem como de ter uma vida saudável e feliz. </b>2. O claro litígio entre a mãe do adolescente e a avó paterna não justifica a proibição do direito de visitas, não podendo o adolescente ser instrumento de vingança. 3. Não havendo nada que impeça a convivência da avó com o neto, é cabível estabelecer a regulamentação de visitas, <b>pois deve ser resguardado sempre o melhor interesse do jovem, que está acima da conveniência da mãe ou da avó. </b>4. No entanto, o sistema de visitação deve ser fixado de forma a atender também o interesse e a conveniência do neto, diante da relação fragilizada com a avó, em razão das desavenças entre este e a genitora, em razão de mágoas pretéritas, que precisam ser superadas, pois o genitor é falecido e a avó é o vínculo possível com a família paterna. Recurso provido em parte. (Apelação Cível Nº 70073863599, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 30/08/2017).</p></blockquote>
<blockquote><p>(TJ-RS &#8211; AC: 70073863599 RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Data de Julgamento: 30/08/2017, Sétima Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 01/09/2017)</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>Artigo escrito por: Baleeiro e Trigo Advocacia e Consultoria Jurídica</em></p>
<h4>Fonte: <a href="https://larissatrigo.jusbrasil.com.br/artigos/535160269/o-direito-dos-netos-de-serem-visitados-pelos-avos?ref=topic_feed" target="_blank" rel="noopener">JusBrasil</a></h4>
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