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	<title>Arquivos Dívida Inexistente - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos Dívida Inexistente - Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Vítima de cobrança por dívida inexistente deve ser indenizada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 17:50:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança]]></category>
		<category><![CDATA[danos morais]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida Inexistente]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O valor da indenização por danos morais foi fixado em R$ 3.000,00 (três mil reais). As lojas de departamentos Renner S.A. foi condenada a pagar indenização por danos morais por excesso de cobranças de dívida a uma consumidora que não era devedora da empresa. Além disso, a ré incluiu o nome da autora no cadastro [&#8230;]</p>
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<h4 class="wp-block-heading">O valor da indenização por danos morais foi fixado em R$ 3.000,00 (três mil reais).</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As lojas de  departamentos Renner S.A. foi condenada a pagar indenização por danos  morais por <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/banco-e-condenado-a-pagar-danos-morais-por-cobranca-abusiva-de-divida-inexistente/">excesso de cobranças de dívida</a> a uma consumidora que não era devedora  da empresa. Além disso, a ré incluiu o nome da autora no cadastro de  inadimplentes, o que corrobora o dever de indenizar. A decisão é da  juíza do 5º Juizado Especial Cível de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A
 autora conta que, em maio/2016, recebeu ligação de cobrança indevida da
 loja em questão, no valor de R$ 1.103,82. Informou que a dívida não era
 sua e solicitou o fim das ligações, o que não ocorreu. A autora 
procurou a Central de Atendimentos da ré, a qual lhe forneceu um 
protocolo de atendimento, mas não resolveu a questão. Numa última 
tentativa, dirigiu-se a uma das lojas, onde foi informada que havia 
vários cartões em seu nome, inclusive como adicional de uma pessoa do 
Rio de Janeiro. A loja orientou, então, que a consumidora contestasse a 
cobrança, o que foi feito, assim como informou seu completo 
desconhecimento sobre cartões da ré. As cobranças, no entanto, não 
cessaram e o CPF da autora foi incluído em cadastros de inadimplentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A
 ré alega que não houve ilícito, apenas exercício regular de seu 
direito. Apresentou, como comprovantes de suas alegações, extratos do 
SPC e do Serasa, mostrando que não consta o CPF da autora. Aduz que, 
caso se admitisse um terceiro, estelionatário, como fraudador, não 
poderia ser responsabilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A  magistrada considerou que cabia à ré comprovar a contratação do cartão  em nome da autora, prova que facilmente poderia ser produzida, uma vez  que a referida contratação é condicionada à verificação das informações  prestadas por meio de apresentação de documento de identificação e  utilização de recurso de biometria facial. Segundo a julgadora, a ré, no  entanto, não trouxe qualquer comprovação de que a autora solicitou e/ou  contratou seu cartão de crédito, motivo pelo qual as cobranças  efetuadas são indevidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No
 que se refere à culpa exclusiva de terceiro, a juíza avaliou que a ré 
não forneceu a segurança esperada na prestação de seus serviços, 
devendo, pois, responder pelos danos sofridos pela consumidora. “Não 
resta outra medida senão declarar a inexistência de relação jurídica 
entre as partes e a inexistência de débitos em nome da autora perante a 
ré”, concluiu a magistrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim,
 com base nas condições econômicas da ofensora, o grau de culpa, a 
intensidade da lesão, a incidência da inscrição indevida e com vistas a 
desestimular a prática da ré e compensar a vítima, foi fixada 
indenização no valor de R$ 3 mil, a título de dano moral. Ademais, a 
loja ré deverá retirar o nome da autora do cadastro de inadimplentes, 
caso ainda permaneça, sob pena de multa de R$ 200 por dia de 
descumprimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe recurso da decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PJe: 0733905-37.2020.8.07.0016</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/vitima-de-cobranca-por-divida-inexistente-deve-ser-indenizada-2020-11-20" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Jornal Jurid (abre numa nova aba)">Jornal Jurid</a></strong></p>
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