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	<title>Arquivos Exame Oftalmológico - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos Exame Oftalmológico - Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Paciente deverá ser indenizada por plano de saúde que recusou cobrir exame oftalmológico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 17:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>O valor da indenização por danos morais foi fixado em R$ 1 mil.</h3>
<p>Juíza substituta do 4º Juizado Especial Cível de Brasília condenou a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil – Cassi a pagar indenização por danos morais à beneficiária, que teve negado o tratamento indicado por seu médico. O quadro delineado nos autos revelou que a autora teve negada, pela segunda vez, cobertura contratual pelo plano de saúde, administrado pela empresa ré, para realização de exame oftalmológico denominado Tomografia de Coerência Óptica &#8211; OCR. A autora havia pleiteado, liminarmente, a realização do exame, o que foi deferido no curso do processo.</p>
<p>A magistrada registrou que dentre os vários princípios protegidos pelo <a href="https://juridmais.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor---cdc-1" target="_blank" rel="noopener">Código de Defesa e Proteção ao Consumidor</a> estão o da confiança, disposto nos <a href="https://juridmais.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor---cdc-8" target="_blank" rel="noopener">arts. 8</a>, <a href="https://juridmais.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor---cdc-10" target="_blank" rel="noopener">10</a> e <a href="https://juridmais.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor---cdc-31" target="_blank" rel="noopener">31</a>, e o princípio da boa-fé objetiva, existente tanto no <a href="https://juridmais.com.br/codigo-de-defesa-do-consumidor---cdc-1" target="_blank" rel="noopener">CDC</a> como no <a href="https://juridmais.com.br/codigo-civil-1" target="_blank" rel="noopener">Código Civil</a>. “Ao contratar um plano de saúde, a pessoa tem a legítima expectativa de ser assistida nos momentos em que tem a saúde fragilizada. Quando ocorre uma negativa de atendimento, como a que está descrita nestes autos, se configura uma frustração de tal expectativa, violando diretamente os princípios retro citados.”</p>
<p>A juíza destacou que o tratamento negado à parte autora fora indicado por médico especialista, o qual possui a competência técnica para tratar o paciente doente conforme as práticas existentes na medicina. “Não pode, portanto, o plano de saúde se sobrepor ao médico e simplesmente vetar o tratamento indicado pelo profissional capacitado. Quando o médico indica um tratamento, qualquer que seja, está buscando a cura do paciente doente ou evitar que ele adoeça ou, ainda, minimizar os riscos de ele voltar a adoecer, em perfeita sintonia com o princípio constitucional da Dignidade da Pessoa Humana”. Desta forma, a magistrada confirmou que negar o tratamento indicado pelo médico viola o princípio constitucional básico do direito à vida e à saúde, configurando um ato ilícito, em razão da abusividade da conduta. Nesse sentido, também trouxe o Acórdão 879894, da 6ª Turma Cível.</p>
<p>Assim, quanto aos danos morais, o Juizado considerou que restaram plenamente caracterizados quando a ré negou o tratamento indicado pelo médico à autora. “Indubitavelmente, a recusa atingiu os direitos de personalidade da autora, eis que foi submetida indevidamente a sentimentos negativos de medo e insegurança, que certamente lhe geraram dor e aflição, que vão muito além dos meros aborrecimentos do cotidiano”. Levando em conta as circunstâncias do caso, os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, a magistrada arbitrou o valor do dano em R$ 1 mil.</p>
<p>Cabe recurso da sentença.</p>
<p><b>Processo Judicial eletrônico (PJe do 1º Grau): 0718918-64.2018.8.07.0016</b></p>
<p><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/paciente-devera-ser-indenizada-por-plano-de-saude-que-recusou-cobrir-exame-oftalmologico" target="_blank" rel="noopener">Jornal Jurid</a></strong></p>
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