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	<title>Arquivos Imunização - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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		<title>Vacina obrigatória: O governo pode obrigar a população a se imunizar contra covid-19?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 19:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Imunização]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o advogado Sergio Vieira, a legislação vigente ainda não prevê consequências no âmbito social para quem se opõe a imunização. “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A frase proferida pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto ainda causa discussão, em especial no cenário onde diversas farmacêuticas como a Moderna, Sinovac e Pfizer divulgaram os [&#8230;]</p>
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<h4 class="wp-block-heading">Segundo o advogado Sergio Vieira, a legislação vigente ainda não prevê consequências no âmbito social para quem se opõe a imunização.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A frase proferida pelo <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/bolsonaro-edita-medida-provisoria-que-extingue-o-dpvat-a-partir-de-2020/">presidente Jair Bolsonaro</a> em agosto ainda causa discussão, em especial no cenário onde diversas farmacêuticas como a Moderna, Sinovac e Pfizer divulgaram os resultados das pesquisas das vacinas contra covid-19 — em fase três dos testes clínicos. A previsão é que algumas possam ser utilizadas ainda este ano. No Reino Unido, por exemplo, a campanha vacinal em massa começou na última terça-feira, 8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do Brasil, é possível que essa vacina seja obrigatória? Segundo o advogado Sergio Vieira, sócio diretor da Nelson Wilians Advogados, há diversos caminhos para que a imunização seja imposta à população. O primeiro ponto é que a&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/saude-publica--coronavirus-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lei nº 13.979/ 2020</a>, assinada pelo próprio presidente em 06 de fevereiro de 2020, prevê que para o enfrentamento de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus poderá ser realizada a vacinação compulsória e outras medidas profiláticas, aponta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, caso o Supremo Tribunal Federal decida por tornar essa cobertura vacinal obrigatória, os argumentos giram em torno da&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/constituicao-federal-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Constituição Federal</a>. “No&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/constituicao-federal-196" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 196</a>, é apontado ser dever do Estado garantir, mediante políticas sociais e econômicas, a redução do risco de doença e de outros agravos. Nesse caso, a proteção coletiva à saúde se sobressai à autonomia individual de decidir sobre se vacinar ou não. Nenhum direito é absoluto, assim como nenhum direito precisa ser aniquilado, absolutamente, para prestigiar o outro”, garante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal irá julgar sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 durante uma sessão que terá início em 11 de dezembro e término em 18 de dezembro. A tendência é que o Plenário adote posição favorável à vacinação obrigatória, visto que já demonstrou esse posicionamento antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de crianças e adolescentes, sob cuidado dos responsáveis, a não imunização tem consequências conforme antecipa o&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente---eca-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto da Criança e do Adolescente</a>. “É previsto cobrança de multa de três a 20 salários mínimos e a impossibilidade de frequentar creches, por exemplo”, aponta o advogado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Sergio Vieira, cabe à Justiça determinar as punições em casos de não cumprimento da imunização. Da mesma forma, o ato de se recusar a tomar a vacina de uma doença altamente contagiosa pode incorrer naquilo que o <a href="https://juridmais.com.br/codigo-penal-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Código Penal</a> define como infração de medida sanitária preventiva, que assim prevê no <a href="https://juridmais.com.br/codigo-penal-268" target="_blank" rel="noreferrer noopener">art. 268</a>. “Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa pode resultar em multa e detenção de um mês a um ano”, cita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/vacina-obrigatoria-o-governo-pode-obrigar-a-populacao-a-se-imunizar-contra-covid-19" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jornal Jurid</a></strong></p>
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