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	<title>Arquivos licença-paternidade - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos licença-paternidade - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<item>
		<title>STF: Congresso deve regulamentar licença-paternidade em até 18 meses</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/congresso-deve-regulamentar-licenca-paternidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 19:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[licença-paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Supremo concluiu que a diferença radical entre os prazos atuais das licenças-maternidade e licença-paternidade não reflete a evolução dos papéis de homens e mulheres na família e na sociedade. Plenário do STF, nesta quinta-feira, 14, reconheceu omissão do Congresso Nacional na regulamentação do direito à licença-paternidade e determinou que seja elaborado legislação acerca do assunto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Supremo concluiu que a diferença radical entre os prazos atuais das licenças-maternidade e licença-paternidade não reflete a evolução dos papéis de homens e mulheres na família e na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Plenário do STF, nesta quinta-feira, 14, reconheceu omissão do Congresso Nacional na regulamentação do direito à licença-paternidade e determinou que seja elaborado legislação acerca do assunto em até 18 meses. Se, após esse período, não houver regulamentação, caberá ao Supremo fixá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi fixada a seguinte tese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;1. Existe omissão inconstitucional relativamente a edição da lei regulamentadora da licença-maternidade prevista no artigo 7º, inciso 19 da CF/88. 2- Fica estabelecido o prazo de 18 meses para o Congresso sanar a omissão apontada. 3- Não sobrevindo a lei regulamentadora no prazo acima estabelecido, caberá a este Tribunal fixá-lo.&#8221;</p>
</blockquote>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, a&nbsp;CNTS &#8211;&nbsp;Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde argumenta que, apesar de a Constituição de 1988 ter previsto o direito à licença-paternidade, a medida nunca foi regulamentada em lei própria. Por isso, continua sendo aplicada a licença de cinco dias prevista no parágrafo 1º do art. 10 do ADCT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ADO 20 começou a ser julgada no plenário virtual, mas foi destacada pelo ministro Barroso para julgamento presencial. Nos votos apresentados na sessão virtual, há maioria para reconhecer omissão legislativa, permanecendo a divergência quanto ao prazo para a adoção das medidas legislativas necessárias para saná-la.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15403&amp;action=edit"><strong>Operadora de saúde deve cobrir parto de urgência, mesmo que plano não preveja despesas obstétricas</strong></a></li>



<li><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15399&amp;action=edit"><strong>Plano não pode negar custeio de remédio registrado na Anvisa, mesmo que prescrição seja off-label</strong></a></li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Voto Barroso</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Corte, em seu voto, ressaltou que a diferença radical entre os prazos atuais das licenças-maternidade e paternidade não reflete a evolução dos papéis de homens e mulheres na família e na sociedade, além de produzir impactos negativos e desproporcionais sobre a igualdade de gênero e sobre os direitos das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pontuou, ainda, que a demora se estende por mais de três décadas. Por isso, é preciso fixar uma data limite para que o Legislativo atue, equacionando aspectos como a fonte de custeio e a avaliação de modelos alternativos ao atual. Para o S. Exa., após o prazo de 18 meses proposto por ele, caso a omissão persista, o direito à licença-paternidade deve ser equiparado, no que couber, ao da licença-maternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, julgou procedente a ação para reconhecer omissão inconstitucional na regulamentação em questão e propôs a seguinte tese:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existe omissão inconstitucional relativamente a edição da lei regulamentadora da licença-maternidade prevista no artigo 7º, inciso 19 da CF/88. 2- Fica estabelecido o prazo de 18 meses para o Congresso sanar a omissão apontada. 3- Não sobrevindo a lei regulamentadora, estende-se a licença-paternidade o mesmo prazo previsto para a licença-maternidade.&#8221;</p>
</blockquote>



<h4 class="wp-block-heading">Alteração de tese</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta tarde, o ministro Barroso iniciou a sessão destacando uma modificação no item 3 de sua tese apresentada na sessão anterior.&nbsp;A alteração consiste em estabelecer que, caso o Congresso não legisle ao final de 18 meses, caberá ao Supremo Tribunal Federal fixar um prazo, sanando a omissão legislativa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;1. Existe omissão inconstitucional relativamente a edição da lei regulamentadora da licença-maternidade prevista no artigo 7º, inciso 19 da CF/88. 2- Fica estabelecido o prazo de 18 meses para o Congresso sanar a omissão apontada. 3- Não sobrevindo a lei regulamentadora no prazo acima estabelecido, caberá a este Tribunal fixá-lo.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O decano, ministro Gilmar Mendes, acompanhou o presidente da Corte e destacou a delicadeza da matéria em questão. &#8220;Não é tão difícil chegar à conclusão quanto a existência da omissão constitucional, mas a superação da omissão não é algo tão simples tendo em vista a repercussão que neste caso se tem sobre a própria previdência social e, também, sobre a economia das próprias empresas que vierem a ser oneradas com esse custo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ministros, por unanimidade, acompanharam a nova tese proposta por Barroso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Processo: ADO 20</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/399030/stf-congresso-deve-regulamentar-licenca-paternidade-em-ate-18-meses">Migalhas</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: licença-paternidade, advogado família rj, advogado família rio de janeiro, advogado direito de família, advogado divórcio</em></p>
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			</item>
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		<title>Licença-paternidade ainda é desafio; veja direitos trabalhistas e previdenciários dos pais</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/licenca-paternidade-ainda-e-desafio-direitos-trabalhistas-e-previdenciarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 20:41:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>
		<category><![CDATA[direito do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Previdenciário]]></category>
		<category><![CDATA[licença-paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto as mães têm direito a 4 ou 6 meses de licença-maternidade, no caso dos pais o período vai de 5 a 20 dias. Para especialistas, diferença reforça papel das mães como responsáveis pelo cuidado dos filhos e dos pais como provedores da família. O Dia dos Pais será no próximo dia 8 de agosto. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Enquanto as mães têm direito a 4 ou 6 meses de licença-maternidade, no caso dos pais o período vai de 5 a 20 dias. Para especialistas, diferença reforça papel das mães como responsáveis pelo cuidado dos filhos e dos pais como provedores da família.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia dos Pais será no próximo dia 8 de agosto. Entre os principais direitos de quem é pai está a licença-paternidade, bem menor que a licença-maternidade. Para especialistas, essa diferença reforça o papel das mães como responsáveis pelo cuidado dos filhos e dos pais como provedores da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/consolidacao-das-leis-do-trabalho--clt--1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)</a>&nbsp;garante um afastamento de 5 dias do pai trabalhador após o nascimento do filho. O período sobe para 20 dias no caso de empresas que tenham aderido ao Programa Empresa Cidadã, do governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para especialistas, ampliar o direito à licença-paternidade é um desafio. É comum que seja questionada no Judiciário a falta de igualdade nos direitos em comparação à maternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/hospital-tem-de-indenizar-paciente-pelo-cancelamento-de-uma-cirurgia/">Hospital tem de indenizar paciente pelo cancelamento de uma cirurgia na data marcada</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei prevê 4 meses de licença do trabalho para as mães, aumentado para 6 meses a partir da adesão da empresa ao programa do governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma forma de ampliar o direito paterno é por meio da negociação de acordos trabalhistas entre os sindicatos e as empresas. Já a&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/planos-de-beneficios-da-previdencia-social--lei-n--8-213-1991-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei 8.213/1991</a>&nbsp;permite ainda que, no caso do falecimento da mãe, o pai assuma o direito à licença de 4 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, o salário-paternidade é devido nos casos em que fica comprovado o falecimento prematuro da mãe durante ou logo após o parto, em caso de abandono da mãe ou nos casos de adoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O reconhecimento do direito ao salário-paternidade é um grande avanço social cuja finalidade é proporcionar ao pai o ganho de uma remuneração para que se dedique exclusivamente aos cuidados do recém-nascido pelo período de 120 dias”, diz Badari.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cíntia Fernandes, advogada especialista em Direito do Trabalho e sócia do escritório Mauro Menezes &amp; Advogados, destaca que hoje os pais também têm direito, uma vez ao ano, de se ausentar do trabalho para acompanhar o filho em consultas médicas, sem que haja desconto na folha salarial.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Os direitos inerentes ao pai, assim como no caso das mães, são semelhantes entre pais biológicos e pais adotivos em atenção ao princípio da isonomia”, explica.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas ressaltam que, se no início da vida os filhos dependem dos pais, a relação de dependência muitas vezes se inverte com o passar das décadas. Isso também se reflete na Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/licenca-paternidade-ainda-e-desafio-veja-direitos-trabalhistas-e-previdenciarios-dos-pais#banner-apoiadores"></a><a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/licenca-paternidade-ainda-e-desafio-veja-direitos-trabalhistas-e-previdenciarios-dos-pais#banner-apoiadores"></a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Os que mais judicializamos são casos para a concessão de pensão por morte para o pai que era dependente economicamente do filho que veio a óbito. No interior de São Paulo, temos uma demanda maior nos casos em que o pai é trabalhador rural”, relata Priscilla Melo, especialista em Direito do Trabalho.</p></blockquote>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cultura patriarcal reforça diferença, dizem especialistas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Leandro Madureira, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Mauro Menezes &amp; Advogados, avalia que o período convencional de 5 dias da licença-paternidade deveria ser maior.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“A licença-paternidade sempre foi marginalizada em relação à licença-maternidade por um histórico patriarcal da nossa sociedade em que o homem é reconhecido, pela sociedade ocidental, sobretudo como o mantenedor da vida familiar. As mulheres sempre foram relegadas ao cuidado dos filhos. Entendia-se que aquela criança não exigiria o cuidado paterno”, opina.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cíntia, a diferença existente entre o período de licença-paternidade e a licença-maternidade a despeito do pós-parto, em que se exige um período de recuperação, evidencia o reflexo de uma cultura patriarcal construída como se o pai fosse apenas um colaborador.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Assim, a legislação acaba por reforçar o equivocado entendimento da figura do pai, de forma que a responsabilidade de cuidado e da educação é atribuída com maior intensidade à mãe, conduzindo para uma paternidade negligente. Desse modo, apesar da legislação, é importante reforçar a premissa de que, além de provedor, ser pai presente e participativo não é uma escolha, mas obrigação&#8221;, afirma.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na opinião de Madureira, o papel social conferido aos pais tem mudado com a ocupação de cargos de destaque no mercado de trabalho pelas mulheres. “A nossa sociedade precisa se adequar a essa realidade, além de ser um direito do pai acompanhar a criança nos momentos iniciais da vida. A licença-paternidade hoje é irrisória e insuficiente para que o pai possa conviver com o filho”, observa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lei prevê direitos iguais</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A igualdade de deveres entre mães e pais é prevista na legislação. A&nbsp;<a href="https://juridmais.com.br/marco-regulatorio--primeira-infancia--lei-n--13-257-2016-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei 13.257/2016</a>&nbsp;determina que a &#8220;mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito de transmissão familiar de suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança estabelecidos nesta lei&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Matheus Delvechio, especialista em Direito do Trabalho do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, afirma que esse entendimento faz com que muitas decisões judiciais ampliem os direitos dados aos pais, como ao aumentar o número de dias em que é permitida a falta para o acompanhamento médico.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Os relevantes debates na Justiça surgem como uma forma de equiparar ou até mesmo diminuir a desigualdade enfrentada entre os direitos maternos comparados aos paternos&#8221;, explica.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/licenca-paternidade-ainda-e-desafio-veja-direitos-trabalhistas-e-previdenciarios-dos-pais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jornal Jurid</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Câmara dos Deputados aprova licença-paternidade para avós</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/camara-dos-deputados-aprova-licenca-paternidade-para-avos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 19:13:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
		<category><![CDATA[Avós]]></category>
		<category><![CDATA[Deputados]]></category>
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		<category><![CDATA[licença-paternidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei para que a avó ou o avô maternos possam usufruir da licença-paternidade quando o nome do pai não for declarado no registro da criança. A matéria segue para tramitação no Senado. A proposta estabelece que o direito de licença será usufruído, no período seguinte ao parto, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei para que a avó ou o avô maternos possam usufruir da licença-paternidade quando o nome do pai não for declarado no registro da criança. A matéria segue para tramitação no Senado.</p>
<p>A proposta estabelece que o direito de licença será usufruído, no período seguinte ao parto, apenas pelo avô ou pela avó que for declarado/a acompanhante da mulher que acabou de dar à luz. Pelo texto, o/a acompanhante poderá se ausentar do trabalho por cinco dias, sem prejuízo do salário.</p>
<p>“O projeto de lei 5996/16 vem ao encontro das várias transformações nos arranjos sociais nas famílias brasileiras”, observa Maria Luíza Póvoa Cruz, advogada e presidente da Comissão Nacional da Pessoa Idosa do Instituto Brasileiro de Direito de Família &#8211; IBDFAM.</p>
<p>A advogada destaca dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontam que existem cerca de 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento no Brasil.</p>
<blockquote><p>“Por outro lado observa-se o aumento na expectativa de vida, com idosos cada vez mais produtivos, ou seja, de avós que trabalham. Se antes era comum os avós cuidarem dos netos ocasionalmente, em caso de orfandade, hoje em dia, com o número de crianças sem o nome do pai da certidão, como diz o CNJ, o auxílio dos avós faz-se ainda mais necessário. Seja por motivos financeiros, imaturidade dos pais ou divórcio entre os mesmos, e até abandono por parte do pai, o papel dos avós na vida dos netos, no caso das crianças, merece ainda mais reconhecimento”, reflete.</p></blockquote>
<p>Deste modo, segundo Maria Luíza, a “licença-maternidade” está em consonância com os preceitos da Constituição Brasileira, de proteção da família como base da sociedade, e “há poucos momentos que definem tão bem a essência do núcleo familiar como o nascimento de uma criança. Por isso, é extremamente justo que a esses avós que cuidam de seus netos seja concedida a tranquilidade do ponto de vista trabalhista”.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.ibdfam.org.br/noticias/6685/C%C3%A2mara+dos+Deputados+aprova+licen%C3%A7a-paternidade+para+av%C3%B3s" target="_blank" rel="noopener">IBDFAM</a></strong></p>
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