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	<title>Arquivos Obstetrícia - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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		<title>Plano de saúde que não cobre obstetrícia não pode negar tratamento urgente a gestante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 19:48:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 10ª câmara Cível do TJ/PR considerou abusiva cláusula que negava cobertura de procedimentos obstetrícios a segurada. A 10ª câmara Cível do TJ/PR negou provimento ao recurso de operadora de plano de saúde e reconheceu a obrigação de um convênio médico de realizar cobertura de procedimentos e urgência e emergência a uma paciente que apresentou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>A 10ª câmara Cível do TJ/PR considerou abusiva cláusula que negava cobertura de procedimentos obstetrícios a segurada.</strong></p>
<p>A 10ª câmara Cível do TJ/PR negou provimento ao recurso de operadora de plano de saúde e reconheceu a obrigação de um convênio médico de realizar cobertura de procedimentos e urgência e emergência a uma paciente que apresentou problemas gestacionais.</p>
<p>Consta nos autos que, na 28ª semana de gestação, a segurada foi diagnosticada com hidrotórax fetal e hidropsia fetal – anormalidades que colocam o feto em risco de morte – e recebeu a prescrição médica de um implante cirúrgico de dispositivo para solucionar o problema e evitar maiores complicações. A cobertura do procedimento, no entanto, foi negada pela operadora de planos de saúde, que afirmou que o convênio da autora não possui cobertura de obstetrícia.</p>
<p>O plano de saúde afirmou ainda que o implante cirúrgico requisitado não se encontra no rol de procedimentos obrigatórios da ANS, e que o profissional responsável pela realização do procedimento não integra a rede credenciada da operadora.</p>
<p>Por causa da recusa, a paciente ingressou na Justiça contra a operadora, requerendo a concessão de tutela de urgência com o intuito de coibir a empresa a liberar o procedimento. Em 1º grau, a liminar foi deferida pelo juízo da 20ª vara Cível de Curitiba/PR.</p>
<p>O juízo confirmou a tutela ao proferir sentença, na qual considerou que a recusa da ré ao custeio do procedimento necessário ao tratamento da paciente mostrou-se abusiva; e condenou a operadora a arcar com o procedimento sob pena de multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento.</p>
<p>Contra a decisão, a operadora interpôs recurso. Ao analisar o caso, a 10ª câmara Cível do TJ/PR considerou, nos termos da lei, é sempre obrigatória a cobertura do atendimento nos casos de urgência, <em>&#8220;assim entendidos os resultantes de complicações no processo gestacional&#8221;</em>.</p>
<blockquote><p>O colegiado considerou que <em>&#8220;mais do que ilegal, exigir da consumidora declaração abrindo mão de direito que é expressamente garantido em lei configura ato de indiscutível má-fé&#8221;</em>, de modo que a cláusula que restringe os atendimentos no contrato <em>&#8220;não tem o condão de produzir efeito ALGUM no mundo jurídico, sendo nula de pleno direito&#8221;</em>.</p></blockquote>
<p>A câmara entendeu ainda que a restrição aplicada pelo convênio foi maior do que a permitida por lei, sendo abusiva a declaração firmada pela segurada, por determinação da operadora, de renunciar a um direito <em>&#8220;ao qual não poderia renunciar&#8221;</em>.</p>
<p>Com isso, o colegiado manteve a condenação dada em 1º grau.</p>
<p><em>&#8220;Se o Poder Legislativo, observando a importância suprema da preservação da vida do nascituro e da gestante, bem como a vulnerabilidade do assistido, optou por restringir a liberdade de contratar das partes, definindo critérios básicos e objetivos para serem seguidos, a desobediência dos limites legais não pode ser referendada, principalmente nos casos onde vier em desfavor do consumidor.&#8221;</em></p>
<p>A consumidora foi patrocinada na causa pelo escritório <strong>Fachin Advogados Associados</strong>.</p>
<ul>
<li>Processo: 0002254-32.2017.8.16.0194</li>
</ul>
<p>A decisão não será divulgada em razão de segredo de Justiça.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI284836,81042-Plano+de+saude+que+nao+cobre+obstetricia+nao+pode+negar+tratamento" target="_blank" rel="noopener">Migalhas</a></strong></p>
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