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	<title>Arquivos Petroleiro - Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Empresa tem responsabilidade por acidente com petroleiro em plataforma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Sep 2018 16:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Trabalho]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho aplicou a teoria da responsabilidade objetiva, em que não é necessário comprovar a culpa da empresa, para condenar a Transocean Brasil Ltda. a indenizar a família de um petroleiro vítima de acidente numa plataforma de petróleo marítima. Para a Turma, o trabalho em plataforma de petróleo é considerado atividade de risco.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Acidente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação trabalhista, a viúva e os filhos do petroleiro relataram que o acidente ocorreu em janeiro de 2001 na plataforma marítima SS-49 da Transocean na Bacia de Campos (RJ). Ele havia subido na torre para prender uma mangueira quando seu cinto de segurança se desprendeu da cadeira de segurança e ele caiu de uma altura de 30 metros. O petroleiro foi aposentado por invalidez decorrente de sequelas definitivas em membros inferiores e superiores e faleceu em 2010 em acidente automobilístico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Culpa não demonstrada</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A indenização pedida pelos familiares não tinha como causa a morte do trabalhador, mas os prejuízos materiais e morais que teriam sido causados a ele e aos herdeiros em razão das despesas médicas, da redução da renda familiar e do sofrimento compartilhado pela família após o acidente de trabalho. O pedido foi julgado improcedente pelo juízo da 2ª Vara do Trabalho de Macaé (RJ) e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TRT entendeu que não foi demonstrada a existência de culpa ou dolo da Transocean Brasil no acidente e, portanto, não houve ato ilícito capaz de justificar a reparação por danos morais ou patrimoniais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Depressão</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No recurso de revista, no entanto, os parentes argumentaram que têm direito à indenização por dano moral por terem presenciado todo o sofrimento da vítima após o acidente, que teria resultado num quadro depressivo. Segundo eles, o petroleiro, depois do ocorrido na plataforma, nunca mais conseguiu voltar ao trabalho, e as sequelas do acidente o incapacitaram total e permanentemente para qualquer trabalho. Em relação ao dano material, apontaram as despesas decorrentes do tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Risco</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora do recurso de revista, a atividade em plataforma de petróleo é considerada de risco em razão da exposição a diversos tipos de acidentes, circunstância que justifica a responsabilidade civil objetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a relatora, a previsão de responsabilidade subjetiva do empregador (que exige a comprovação de culpa ou dolo), constante do <a href="https://juridmais.com.br/constituicao-federal-7" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 7º</a>, inciso XXVIII, da <a href="https://juridmais.com.br/constituicao-federal-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Constituição da República</a>, não impede a aplicação do <a href="https://juridmais.com.br/codigo-civil-927" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo 927</a>, parágrafo único, do <a href="https://juridmais.com.br/codigo-civil-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Código Civil</a>, que prevê a obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, quando a atividade desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso e determinou o retorno do processo ao TRT da 1ª Região (RJ) para que prossiga no exame do pedido de indenização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Processo: 1653-77.2012.5.01.0482</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/empresa-tem-responsabilidade-por-acidente-com-petroleiro-em-plataforma" target="_blank" rel="noopener">Jornal Jurid</a></strong></p>
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