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	<title>Arquivos Reintegração de Posse - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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		<title>Vale pode retomar posse de casa cedida a empregado em auxílio-doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2019 15:33:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Previdenciário]]></category>
		<category><![CDATA[Auxilio Doença]]></category>
		<category><![CDATA[Doença Ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Norma Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Reclamação Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Reintegração de Posse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A norma coletiva previa a reintegração de posse no caso de afastamento por doença comum. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) autorizou a reintegração de posse pela Vale S/A de um imóvel localizado na Serra dos Carajás (PA) cedido a um empregado em auxílio-doença desde agosto de 2007. Como o afastamento não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">A norma coletiva previa a reintegração de posse no caso de afastamento por doença comum.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (<a rel="noreferrer noopener" aria-label="TST (abre numa nova aba)" href="https://costaqueirozadvogados.com.br/tst-empregado-tem-direito-ao-fgts-durante-afastamento-por-doenca-ocupacional/" target="_blank">TST</a>) autorizou a reintegração de posse pela Vale S/A de um imóvel localizado na Serra dos Carajás (PA) cedido a um empregado em auxílio-doença desde agosto de 2007. Como o afastamento não ocorreu em razão de acidente de <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/montador-de-moveis-recebera-horas-extras-por-comprovar-controle-de-jornada-em-trabalho-externo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="trabalho (abre numa nova aba)">trabalho</a> ou doença ocupacional, mas por doença comum, a Turma considerou válida a norma coletiva que prevê a retomada do imóvel pela empresa 12 meses depois do início do afastamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Auxílio-Doença</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O operador mecânico argumentou na reclamação trabalhista que havia enfrentado condições extremas no trabalho desde a admissão, em novembro de 1985, constantemente exposto a sol, chuvas, frio, neblina, poeira orgânica ou química, e que a Vale não fornecia os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) adequados. Por isso, responsabilizava a empresa pelo surgimento de várias doenças no decorrer do contrato e pelo último afastamento, que resultou em aposentadoria por invalidez.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Imóvel</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto questionado foi a norma coletiva que previa que, 12 meses após o início do afastamento previdenciário, o empregado deveria deixar o imóvel cedido pela empresa para moradia. As cláusulas também previam a suspensão de outros benefícios, como plano de saúde, auxílio-alimentação, auxílio-educação e transporte para os dependentes. Segundo a argumentação, o afastamento do trabalho e o recebimento de auxílio-doença não encerram o contrato de trabalho, mas apenas o suspendem por tempo indeterminado, e o corte dos benefícios num momento de necessidade atinge a sua dignidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ato discriminatório</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para o juízo da 1ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA), a atitude da empresa foi discriminatória, motivada pela redução da capacidade de trabalho do empregado, e a cláusula coletiva é nula de pleno de direito. Assim, negou o pedido de reintegração de posse da Vale e determinou que a empresa voltasse a pagar os benefícios.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Autonomia coletiva</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No recurso ordinário, a empresa que invalidar o acordo coletivo “é ferir o princípio da autonomia coletiva”. A Vale lembrou ainda que o empregado estaria em situação desigual em relação aos demais colegas, que recebem os benefícios, mas pagam um percentual de coparticipação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA), no entanto, manteve a sentença, por entender que o poder de autocomposição sofre limitações pelos direitos e garantias fundamentais, entre eles o da dignidade da pessoa humana.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Doença comum</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relator do recurso de revista da Vale, ministro Vieira de Mello Filho, o entendimento do TST tem sido o de impedir a saída do empregado doente do imóvel cedido pela empresa. No caso, no entanto, ele observou que o operador mecânico foi afastado pelo INSS por doença comum, sem caráter ocupacional. “Não se deve repassar à empresa o ônus de garantir a moradia ao empregado em condições não estabelecidas na norma coletiva”, afirmou.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/rescisao-unilateral-de-plano-de-saude-coletivo-so-e-valida-com-motivacao-idonea/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Plano de saúde (abre numa nova aba)">Plano de saúde</a></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Turma, contudo, garantiu a manutenção do plano de saúde durante o afastamento por doença. A decisão, segundo o relator, “condiz com os princípios da proteção, da boa-fé objetiva e da função social do contrato, pois é justamente quando o empregado mais necessita da assistência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Processo: 197900-78.2009.5.08.0114</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Jornal Jurid (abre numa nova aba)" href="https://www.jornaljurid.com.br/noticias/vale-pode-retomar-posse-de-casa-cedida-a-empregado-em-auxilio-doenca" target="_blank"><strong>Jornal Jurid</strong></a></p>
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