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	<title>Arquivos Transexual - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
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	<title>Arquivos Transexual - Costa Queiroz Advogados</title>
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	<item>
		<title>Plano de saúde deve ressarcir segurado transexual que custeou mastectomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 13:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Operadora negou cobertura por entender que procedimento era de cunho estético; decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª vara Cível Central de SP. O juiz de Direito André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª vara Cível Central de São Paulo/SP, condenou uma operadora de plano de saúde a ressarcir os valores gastos por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Operadora negou cobertura por entender que procedimento era de cunho estético; decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª vara Cível Central de SP.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz de Direito André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª vara Cível Central de São Paulo/SP, condenou uma operadora de plano de saúde a ressarcir os valores gastos por um segurado transexual que passou por cirurgia de mastectomia bilateral.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/medico.jpg" alt="" class="wp-image-4107" width="650" height="365" srcset="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/medico.jpg 650w, https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-content/uploads/2018/08/medico-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A operadora se recusou a cobrir os gastos com a cirurgia por entender que se tratava de um procedimento de cunho estético. Por essa razão, o segurado ingressou na Justiça requerendo o ressarcimento dos valores gastos com o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso, o juiz de Direito André Augusto Salvador Bezerra reconheceu a &#8220;incongruência de gênero&#8221; do autor e salientou a diferença entre os termos &#8220;sexo&#8221; e &#8220;gênero&#8221; para fundamentar sua decisão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Sexo configura uma categoria inata do ponto de vista biológico, via divisão fixa do masculino e do feminino; gênero, por sua vez, diz respeito ao papel social relacionado ao homem e mulher, que pode se modificar com o tempo. [&#8230;] A partir dessa distinção teórica, pode-se afirmar que o tratamento adotado sobre o autor objetiva harmonizar a categoria biológica do sexo ao papel social de gênero por ele adotado. Em outras palavras: tornar o autor o que ele é efetivamente é em sociedade.&#8221;</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado pontuou que a condição do autor não se trata de um problema estético, conforme alegou a seguradora, e nem de um problema mental, como definia a Organização Mundial da Saúde – OMS até junho deste ano, mas sim de uma questão de saúde sexual e dignidade para o transexual.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Não há preocupação meramente estética nessa harmonização. Há, na verdade, cuidado com a saúde sexual do autor, que, sendo compelido a não ser o que é em termos de gênero, pode sofrer discriminação nas mais diversas áreas da vida, via restrição ao acesso a serviços básicos, como saúde, além da violação de direitos fundamentais relacionados ao valor maior da dignidade da pessoa humana.&#8221;</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz destacou que <em>&#8220;a questão deveria, portanto, ser tratada com seriedade pela ré, o que não sucedeu&#8221;</em>. Com isso, condenou a operadora de plano de saúde a restituir o valor de R$ 78.935,00 pago pelo segurado para custear a cirurgia, com juros de mora de 1% ao mês a partir da citação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo tramita em segredo de Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI285701,31047-Plano+de+saude+deve+ressarcir+segurado+transexual+que+custeou" target="_blank" rel="noopener">Migalhas</a></strong></p>
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		<title>Juíza dá 15 dias para plano de saúde viabilizar retirada das mamas para transexual em MS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2017 13:23:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[advocacia]]></category>
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		<category><![CDATA[Costa Queiroz Advogados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autor da ação que não quis se identificar tem 33 anos e diz que a vontade de fazer a cirurgia é desde os 13 anos. A juíza Mariana Rezende Ferreira Yoshida, da Vara Cível de Rio Brilhante, município a 150 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, deu 15 dias para um plano de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="content-head__subtitle" style="text-align: center;"><em>Autor da ação que não quis se identificar tem 33 anos e diz que a vontade de fazer a cirurgia é desde os 13 anos.</em></p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter" data-block-type="unstyled" data-block-weight="42" data-block-id="1">
<p class="content-text__container theme-color-primary-first-letter" data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A juíza Mariana Rezende Ferreira Yoshida, da Vara Cível de Rio Brilhante, município a 150 quilômetros da capital de Mato Grosso do Sul, deu 15 dias para um plano de saúde viabilizar a retirada das mamas para um transexual de 33 anos.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="54" data-block-id="2">
<blockquote>
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">“É constrangedor ir à loja e experimentar uma roupa masculina com os seios, vou poder ter coisas adequadas. Hoje não vou à academia. O que define o caráter não é o corpo. O principal, que vai mudar para mim será a autoestima”, disse ao <strong>G1</strong> o autor da ação que preferiu não se identificar.</p>
</blockquote>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="58" data-block-id="3">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A magistrada determinou uma pena de multa diária de R$ 500, limitada pelo período de 90 dias-multa, em caso de descumprimento. O autor disse que nasceu do sexo feminino, mas sempre desejou viver e ser aceito como homem. Após se descobrir transexual, passa por transição de gênero e apresenta o fenótipo preponderantemente masculino, mediante o auxílio de hormônios.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="4">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Segundo ele, aos 5 anos, quando aprendeu a diferença entre menino e menina, já mostrou a tendência para o universo masculino e com 13 anos, há 20 anos, começou a vontade de fazer a cirurgia da retirada das mamas.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="54" data-block-id="5">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Em julho foi reconhecido o direito de adequar sua identidade de gênero ao registro civil e teve autorizada a retificação de registro de nascimento para constar o nome e gênero masculino. Em razão disso, necessita adequar a aparência física ao gênero masculino e, por isso, é necessária a cirurgia, conforme indicação médica e psicológica.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="13" data-block-id="6">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Apesar da decisão favorável, o transexual prefere ainda não contar com a vitória.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="46" data-block-id="7">
<blockquote>
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">“Troquei o nome no meio do ano, aí começou o embate com o plano para a cirurgia porque não me responderam por duas vezes. A gente sempre enxerga como difícil [conseguir], mas a gente não chegou no final. Hoje com maturidade que tenho resolvi brigar”, disse.</p>
</blockquote>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="39" data-block-id="8">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Na decisão, a juíza aponta os laudos subscritos por médico psiquiatra e psicóloga do Poder Judiciário atestando que o autor necessita realizar a cirurgia de extração das glândulas mamárias, com certa urgência, para gozar de plenitude física e mental.</p>
</div>
<div class="content-ads content-ads--reveal" data-block-type="ads" data-block-id="9"> A prioridade começa por questões de trabalho na área de segurança, já que fica mais exposto a pessoas e situações de alta periculosidade. De acordo com Mariana, os documentos eliminam quaisquer cunhos de natureza estética do procedimento pleiteado.</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="28" data-block-id="11">
<blockquote>
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">“Não vejo como uma questão estética, é uma questão de saúde mental. Brigar por esse direito é mostrar para as outras pessoas que é possível”, afirmou o homem.</p>
</blockquote>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="40" data-block-id="12">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">De acordo com a juíza, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já proclamou ser ilegítima de negativa de atendimento extensão de cobertura de tratamento de saúde na cobertura do plano de saúde em casos de cirurgias plásticas sem finalidades estéticas.</p>
</div>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="50" data-block-id="13">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Mariana ainda cita que o transexualismo tem assento na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde e a jurisprudência do STJ reconhece a possibilidade do plano de saúde estabelecer as doenças que terão cobertura, mas não o tipo de tratamento utilizado para a cura de cada uma delas.</p>
</div>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="30" data-block-id="14">
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Desta forma, é considerada abusiva a negativa de cobertura pelo plano de saúde para procedimento, tratamento, medicamento ou material considerado essencial para preservar a saúde e a vida do paciente.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Fonte: <a href="https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/juiza-da-15-dias-para-plano-de-saude-viabilizar-retirada-das-mamas-para-transexual-em-ms.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1.Globo</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Transexual tem direito a alterar registro civil mesmo sem cirurgia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2017 05:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<category><![CDATA[advogado de família]]></category>
		<category><![CDATA[cartorio]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Costa Queiroz Advogados]]></category>
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		<category><![CDATA[Transexual]]></category>
		<category><![CDATA[Transgênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma decisão inédita na 4ª turma do STJ: acompanhando o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, o colegiado garantiu o direito a transexual que não realizou cirurgia a alterar o seu registro civil. O caso julgado é de uma pessoa que, nascida homem, atualmente vive em Paris, em união estável com francês, trabalhando em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<article>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Uma decisão inédita na 4ª turma do STJ: acompanhando o voto do relator, ministro <strong>Luis Felipe Salomão</strong>, o colegiado garantiu o direito a transexual que não realizou cirurgia a alterar o seu registro civil.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O caso julgado é de uma pessoa que, nascida homem, atualmente vive em Paris, em união estável com francês, trabalhando em salão de beleza e assumindo em tudo as características do gênero feminino.</span></p>
<h4 align="justify"><span style="font-family: Arial;"><strong>Superação de preconceitos e estereótipos</strong></span></h4>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">No <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_self" rel="noopener">voto paradigmático</a>, o ministro Salomão destac</span><span style="font-family: Arial;">ou a missão constitucional da Corte de guardião e intérprete da legislação Federal, funcionando como verdadeiro “Tribunal da Cidadania”, considerando a dinâmica das transformações sociais. Assim sendo, ponderou, o exame da controvérsia reclama:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">“<em>A superação de preconceitos e estereótipos, bem como o exercício da alteridade, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro, notadamente em razão do contexto social atual: uma sociedade que adota um sistema binário de gênero, dividindo as pessoas entre mulheres (feminino) e homens (masculino) &#8211; cada qual com um papel social definido e dotado de atributos específicos -, e que marginaliza e/ou estigmatiza os indivíduos fora do padrão heteronormativo</em>.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O longuíssimo voto faz uma distinção entre os conceitos jurídicos sobre sexo, identidade de gênero e orientação sexual, além de distinguir a transexualidade das demais dissidências existenciais de gênero.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><strong>Dignidade da pessoa humana</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Segundo o ministro Salomão, a segurança jurídica pretendida com a individualização da pessoa perante a família e a sociedade deve ser compatibilizada com o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">S. Exa. lembrou no voto a realidade de violência vivida por transexuais no país, notadamente à vista da documentação apresentada – que revela incongruência entre o sexo biológico e sua identidade de gênero. </span><span style="font-family: Arial;">A &#8220;transfobia&#8221; tem crescido no Brasil, país onde mais ocorrem homicídios de pessoas transexuais no mundo (689 mortes entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014), segundo noticia a organização Transgender Europe.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">De acordo com o relator, em muitos países já existe legislação que não condiciona o exercício do direito à realização da cirurgia de adequação sexual.</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">“<em>A recusa da alteração de gênero de transexual com base na falta de realização de cirurgia de transgenitalização ofende a cláusula geral de proteção à dignidade da pessoa humana. (&#8230;) A compreensão de vida digna abrange, assim, o direito de serem identificados, civil e socialmente, de forma coerente com a realidade psicossocial vivenciada, a fim de ser combatida, concretamente, qualquer discriminação ou abuso violadores do exercício de sua personalidade</em>.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Dessa forma, destaca no voto, a exigência de cirurgia para viabilizar a mudança do sexo registral &#8220;<em>vai de encontro à defesa dos direitos humanos internacionalmente reconhecidos &#8211; máxime diante dos custos e da impossibilidade física desta cirurgia para alguns -, por condicionar o exercício do direito à personalidade à realização de mutilação física, extremamente traumática, sujeita a potenciais sequelas (como necrose e incontinência urinária, entre outras) e riscos (inclusive de perda completa da estrutura genital)</em>&#8220;.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O voto do ministro Luis Felipe Salomão foi seguido por três dos quatro colegas de turma, garantindo ao requerente o direito de mudança do registro civil.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><u>Processo relacionado</u>: <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_self" rel="noopener">REsp 1.626.739</a></span></li>
</ul>
<div align="justify"><strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI258586,11049-Transexual+tem+direito+a+alterar+registro+civil+mesmo+sem+cirurgia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Migalhas</a></div>
</article>
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