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	<title>Costa Queiroz Advogados</title>
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	<description>Advogado Rio de Janeiro</description>
	<lastBuildDate>Thu, 27 Aug 2026 01:58:01 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Costa Queiroz Advogados</title>
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		<title>Tratamento fora do rol da ANS: veja os 5 critérios definidos pelo STF</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/tratamento-fora-rol-ans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento fora do rol da ANS ainda pode ter cobertura obrigatória pelo plano de saúde, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal estabeleceu critérios mais específicos para que isso aconteça. Em setembro de 2025, ao julgar a ADI 7.265, o STF definiu cinco requisitos que devem ser preenchidos cumulativamente nos pedidos de cobertura de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>tratamento fora do rol da ANS</strong> ainda pode ter cobertura obrigatória pelo plano de saúde, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal estabeleceu critérios mais específicos para que isso aconteça. Em setembro de 2025, ao julgar a ADI 7.265, o STF definiu cinco requisitos que devem ser preenchidos cumulativamente nos pedidos de cobertura de procedimentos ou tratamentos que não constam da lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão é especialmente importante para pacientes que recebem a indicação de um medicamento, procedimento, terapia ou tecnologia não contemplada pelo rol e se deparam com uma negativa da operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o fato de determinado tratamento não estar listado pela ANS não significa, sozinho, que o plano jamais será obrigado a custeá-lo. Por outro lado, apenas apresentar uma prescrição médica também pode não ser suficiente. É preciso observar os parâmetros estabelecidos pelo Supremo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tratamento fora do rol da ANS: quais são os 5 critérios?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro requisito é a existência de <strong>prescrição feita por médico ou odontólogo assistente habilitado</strong>. A indicação deve partir do profissional responsável pela assistência ao paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo determina que <strong>não pode existir negativa expressa da ANS para aquele tratamento nem proposta de atualização do rol ainda pendente de análise</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro critério exige a <strong>ausência de alternativa terapêutica adequada já prevista no rol da ANS para a condição específica do paciente</strong>. Esse ponto é especialmente relevante: se houver uma opção eficaz e adequada já coberta pelo plano, a obtenção de outro tratamento fora do rol pode encontrar maior dificuldade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quarto requisito envolve a <strong>comprovação científica de eficácia e segurança</strong>. O STF estabeleceu que essa demonstração deve estar amparada por medicina baseada em evidências de alto grau ou avaliação de tecnologias em saúde, respaldada por evidências científicas de alto nível. Portanto, não basta apenas afirmar que determinado tratamento pode funcionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o quinto critério determina que o produto ou tratamento, quando aplicável, tenha <strong>registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cinco requisitos são cumulativos. Isso significa que, para a cobertura excepcional nos termos definidos pelo STF, eles precisam ser analisados conjuntamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O plano negou o tratamento porque ele não está no rol. E agora?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é outro ponto importante da decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF estabeleceu que a ausência do procedimento no rol da ANS impede, como regra, sua concessão judicial. A exceção ocorre justamente quando os requisitos estabelecidos pelo Tribunal estão presentes e devidamente demonstrados no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, antes de procurar a Justiça, é especialmente importante documentar o pedido feito à operadora. O Supremo determinou que o Judiciário verifique se houve requerimento prévio e se o plano apresentou negativa, demorou de forma irrazoável ou permaneceu omisso quanto à autorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, guardar protocolos, solicitações, relatórios médicos, exames e a própria negativa do plano pode fazer diferença em uma eventual discussão judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também houve uma mudança importante na análise das provas. Segundo o STF, uma decisão judicial não pode se fundamentar exclusivamente na prescrição, no relatório ou no laudo médico apresentado pelo paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o pedido, o Judiciário deverá verificar os critérios técnicos estabelecidos pelo Supremo e consultar previamente o Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NATJUS), quando disponível, ou outros profissionais e entidades com conhecimento técnico adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso torna a preparação da ação ainda mais relevante. Não basta demonstrar que o médico indicou determinado tratamento: é necessário construir tecnicamente a prova de que aquele caso atende aos parâmetros estabelecidos pelo STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15984&amp;action=edit">Erro em laudo médico gera indenização?</a></em></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Estar fora do rol não significa automaticamente ficar sem tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Supremo não transformou o rol da ANS em uma barreira absoluta. O próprio Tribunal reconheceu a constitucionalidade da obrigação de cobertura de tratamentos e procedimentos que não estão na lista, desde que sejam preenchidos os parâmetros técnicos e jurídicos estabelecidos no julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o paciente, portanto, uma negativa baseada exclusivamente na afirmação de que “o procedimento não está no rol” merece ser analisada com cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central passa a ser verificar se o <strong>tratamento fora do rol da ANS</strong> atende aos cinco requisitos e se existem elementos técnicos suficientes para demonstrá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa análise é particularmente importante em situações envolvendo doenças graves, tratamentos de alta complexidade, terapias recentes ou casos nos quais as alternativas disponíveis no rol não sejam adequadas à condição específica do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Receber uma negativa do plano não significa necessariamente que o assunto terminou. Entretanto, depois da decisão do STF, a documentação médica e a construção técnica do pedido assumem importância ainda maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem recebeu indicação de tratamento não previsto no rol e teve a cobertura recusada deve avaliar o caso individualmente antes de tomar qualquer medida. A análise jurídica especializada pode identificar se os critérios definidos pelo STF estão presentes e quais documentos serão necessários para demonstrar o direito à cobertura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-fixa-criterios-para-que-planos-de-saude-cubram-tratamentos-fora-da-lista-da-ans/?utm_source=chatgpt.com" data-type="link" data-id="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-fixa-criterios-para-que-planos-de-saude-cubram-tratamentos-fora-da-lista-da-ans/?utm_source=chatgpt.com">Supremo Tribunal Federal – ADI 7.265, julgamento de 18 de setembro de 2025.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: tratamento fora do rol da ANS, rol da ANS, plano de saúde, negativa de plano de saúde, cobertura de tratamento, direito à saúde, STF, ANS, tratamento médico, saúde suplementar</em></p>
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		<item>
		<title>Pai que não visita o filho pode pagar multa?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/pai-que-nao-visita-o-filho-pode-pagar-multa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 12:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pai que não visita o filho pode ser obrigado a pagar multa? Essa é uma dúvida que costuma surgir quando um dos genitores deixa de cumprir, de forma repetida, o regime de convivência estabelecido em acordo ou por decisão judicial. Embora muitas pessoas enxerguem as visitas como um direito do pai ou da mãe, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>pai que não visita o filho</strong> pode ser obrigado a pagar multa? Essa é uma dúvida que costuma surgir quando um dos genitores deixa de cumprir, de forma repetida, o regime de convivência estabelecido em acordo ou por decisão judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas pessoas enxerguem as visitas como um direito do pai ou da mãe, a legislação brasileira adota uma perspectiva diferente: a convivência familiar é, прежде de tudo, um direito da criança e do adolescente. Quando esse convívio é constantemente descumprido sem justificativa, os impactos vão muito além da relação entre os pais e podem comprometer o desenvolvimento emocional dos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi justamente esse entendimento que ganhou destaque após uma recente decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que admitiu a aplicação de multa diária contra um genitor que deixou de cumprir reiteradamente o regime de convivência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pai que não visita o filho: o que decidiu a Justiça?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No caso analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o entendimento foi de que o descumprimento frequente das visitas previstas em acordo ou decisão judicial não pode ser tratado como mera escolha pessoal do genitor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desembargadores destacaram que a convivência familiar representa um direito da criança e integra o princípio do melhor interesse do menor, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e amplamente reconhecido pela jurisprudência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da repetição das ausências, a Justiça entendeu que a aplicação de multa diária poderia funcionar como mecanismo para garantir o cumprimento da decisão judicial e proteger o direito da criança à convivência familiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A convivência é um direito da criança, não apenas dos pais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É comum ouvir que &#8220;o pai tem direito de visitar o filho&#8221;. Embora essa afirmação esteja parcialmente correta, ela não traduz completamente o que diz a legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o principal titular desse direito é a própria criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A convivência com ambos os genitores contribui para o desenvolvimento afetivo, emocional e psicológico dos filhos. Por isso, quando existe um regime de convivência definido judicialmente ou por acordo homologado, espera-se que ele seja cumprido de forma responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento reiterado pode justificar medidas adotadas pelo Judiciário para assegurar que esse direito seja efetivamente respeitado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A multa é aplicada automaticamente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação de multa depende da análise das circunstâncias de cada caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz avaliará, por exemplo, se as ausências foram reiteradas, se existiam justificativas plausíveis para o descumprimento e quais prejuízos essa conduta trouxe para a criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da multa não é punir simplesmente o pai ou a mãe, mas incentivar o cumprimento das decisões judiciais e preservar o melhor interesse do menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da situação, outras medidas também podem ser adotadas pelo Poder Judiciário para garantir a efetividade do regime de convivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15981&amp;action=edit">Pix Pensão: como vai funcionar o pagamento automático?</a></em></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Muito além da obrigação: a convivência também é responsabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As decisões mais recentes dos tribunais demonstram uma mudança importante na forma de enxergar a convivência familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais, a Justiça reforça que participar da vida dos filhos não é apenas uma faculdade dos pais, mas uma responsabilidade que decorre da própria parentalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um regime de convivência é estabelecido, ele busca preservar vínculos afetivos essenciais para o desenvolvimento da criança. O seu descumprimento repetido pode gerar consequências jurídicas, especialmente quando compromete esse direito fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que evitar multas ou outras medidas judiciais, cumprir o regime de convivência significa assegurar à criança a presença, o cuidado e o afeto de que ela necessita para crescer de forma saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://www.tjmg.jus.br?utm_source=chatgpt.com" data-type="link" data-id="https://www.tjmg.jus.br?utm_source=chatgpt.com">Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: pai que não visita o filho, multa por descumprimento da convivência, direito de convivência, guarda compartilhada, visitas aos filhos, direito de família, melhor interesse da criança, abandono afetivo, convivência familiar, regime de convivência</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Erro em laudo médico gera indenização?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/erro-laudo-medico-indenizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Médico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um erro em laudo médico pode provocar muito mais do que um simples susto. Em alguns casos, um diagnóstico equivocado leva o paciente a realizar consultas desnecessárias, repetir exames, iniciar tratamentos inadequados e enfrentar dias ou até semanas de angústia até descobrir que o resultado estava errado. Foi exatamente uma situação como essa que motivou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um <strong>erro em laudo médico</strong> pode provocar muito mais do que um simples susto. Em alguns casos, um diagnóstico equivocado leva o paciente a realizar consultas desnecessárias, repetir exames, iniciar tratamentos inadequados e enfrentar dias ou até semanas de angústia até descobrir que o resultado estava errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi exatamente uma situação como essa que motivou uma recente decisão da Justiça do Distrito Federal. Uma clínica de radiologia foi condenada a indenizar uma paciente após emitir um laudo de tomografia com informações incompatíveis com o exame realizado, apontando doenças e até uma cirurgia que nunca haviam existido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso reforça um importante entendimento do Judiciário: quem realiza exames diagnósticos tem o dever de entregar um resultado correto e compatível com a realidade clínica do paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Erro em laudo médico: o que aconteceu no caso?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a decisão judicial, a paciente realizou uma tomografia computadorizada e recebeu um laudo que indicava patologias pulmonares e sinais de cirurgia anterior inexistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente preocupada com o resultado, ela procurou atendimento médico especializado e precisou realizar novos exames em outro laboratório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos exames afastaram completamente as alterações descritas no primeiro laudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso, o juiz concluiu que a clínica não entregou o resultado esperado do serviço contratado, já que o laudo continha informações incompatíveis com a condição real da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, a clínica foi condenada ao pagamento de indenização por danos materiais, referentes às despesas suportadas para esclarecer o diagnóstico, além de indenização por danos morais em razão da angústia e do sofrimento causados pelo erro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando um erro em laudo médico pode gerar indenização?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todo resultado inesperado caracteriza falha na prestação do serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, quando o laudo apresenta informações incompatíveis com o exame realizado, aponta doenças inexistentes ou induz o paciente a procedimentos desnecessários, pode haver responsabilidade civil da clínica, do laboratório ou dos profissionais envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações, o paciente pode sofrer diversos prejuízos, como gastos com novas consultas, realização de exames complementares, atraso no tratamento correto e intenso abalo emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada caso deve ser analisado individualmente, levando em consideração as provas disponíveis e os danos efetivamente sofridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15966&amp;action=edit">PMMA proibido pelo CFM: quais foram os motivos da decisão</a></strong></em></p>



<h2 class="wp-block-heading">Clínicas e laboratórios também respondem por erros?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços prestados por clínicas de imagem e laboratórios estão sujeitos às normas do Código de Defesa do Consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a jurisprudência costuma entender que a realização de exames diagnósticos representa uma obrigação de resultado. Isso significa que o paciente espera receber um laudo elaborado de forma correta, fiel às imagens obtidas e tecnicamente adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ocorre uma falha capaz de comprometer esse resultado, a instituição pode ser responsabilizada pelos prejuízos causados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo das circunstâncias, essa responsabilidade pode abranger tanto os danos materiais quanto os danos morais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um laudo errado pode trazer consequências muito maiores do que parece</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas acreditam que um erro em exame médico representa apenas um transtorno momentâneo. Na prática, porém, um laudo equivocado pode alterar completamente a condução do tratamento, gerar sofrimento psicológico e provocar gastos que poderiam ser evitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, sempre que houver dúvidas sobre um resultado incompatível com o quadro clínico ou quando um diagnóstico provocar suspeitas razoáveis, é recomendável buscar uma segunda avaliação médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ficar demonstrado que houve falha na prestação do serviço e que essa falha causou prejuízos ao paciente, a legislação brasileira prevê mecanismos para buscar a reparação dos danos sofridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2026/julho/justica-condena-clinica-de-radiologia-por-erro-em-laudo-de-tomografia" data-type="link" data-id="https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2026/julho/justica-condena-clinica-de-radiologia-por-erro-em-laudo-de-tomografia">Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: erro em laudo médico, erro em exame médico, erro de diagnóstico, tomografia, responsabilidade médica, direito médico, indenização, laboratório de exames, danos morais, danos materiais</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Pix Pensão: como vai funcionar o pagamento automático?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/pix-pensao-pagamento-automatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Pix Pensão promete transformar a forma como a pensão alimentícia é paga no Brasil. A proposta, aprovada pelo Senado Federal e encaminhada para sanção presidencial, cria um mecanismo que permitirá a transferência automática dos valores diretamente da conta do devedor para a conta do beneficiário, reduzindo atrasos e diminuindo a necessidade de recorrer ao [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading">O <strong>Pix Pensão</strong> promete transformar a forma como a pensão alimentícia é paga no Brasil. A proposta, aprovada pelo Senado Federal e encaminhada para sanção presidencial, cria um mecanismo que permitirá a transferência automática dos valores diretamente da conta do devedor para a conta do beneficiário, reduzindo atrasos e diminuindo a necessidade de recorrer ao Judiciário a cada inadimplência.</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A novidade representa um avanço importante para quem depende da pensão alimentícia para garantir despesas essenciais, como alimentação, educação, saúde e moradia. Mas, afinal, o que muda na prática? O pagamento será automático em qualquer situação? E o que acontece se não houver dinheiro na conta?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o Pix Pensão vai funcionar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto prevê que, na decisão judicial que fixa a pensão alimentícia, o juiz informe todos os dados necessários para que a instituição financeira realize automaticamente as transferências mensais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a decisão judicial deverá indicar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>valor da pensão;</li>



<li>data do pagamento;</li>



<li>conta que será debitada;</li>



<li>conta que receberá os valores;</li>



<li>critérios de atualização da obrigação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas informações, o banco realizará automaticamente a transferência via Pix nas datas determinadas pela Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é tornar o pagamento mais rápido, previsível e eficiente, evitando que o beneficiário precise ingressar repetidamente com pedidos de cumprimento de sentença apenas porque houve atraso no depósito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda para quem paga e para quem recebe?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, quando o devedor possui vínculo empregatício formal, já existe a possibilidade de desconto diretamente na folha de pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema surge quando o responsável pela pensão é autônomo, empresário ou profissional liberal, situações em que o desconto automático nem sempre é possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o <strong>Pix Pensão</strong>, a instituição financeira poderá exercer função semelhante à que hoje é desempenhada pelo empregador, realizando o pagamento diretamente da conta bancária do devedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso reduz a dependência da iniciativa do alimentante e aumenta a previsibilidade do recebimento para quem depende da pensão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Pix Pensão acaba com a inadimplência?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de representar um avanço, o novo sistema não elimina todos os problemas relacionados ao pagamento da pensão alimentícia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo depende da existência de saldo disponível na conta bancária do devedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não houver recursos suficientes, a legislação prevê a possibilidade de indisponibilização de ativos financeiros até o limite do valor devido, podendo essa indisponibilidade ser posteriormente convertida em penhora, conforme as regras do cumprimento de sentença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, casos de ocultação de patrimônio ou ausência de recursos continuam podendo exigir outras medidas judiciais previstas na legislação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A medida beneficia apenas crianças?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a maior parte das ações de alimentos envolva filhos menores, o <strong>Pix Pensão</strong> também poderá ser utilizado em outras hipóteses de obrigação alimentar reconhecida judicialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso inclui situações envolvendo ex-cônjuges, ex-companheiros e outros beneficiários que possuam direito ao recebimento de alimentos, desde que exista decisão judicial determinando o pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da proposta é fortalecer a efetividade das decisões judiciais e reduzir os atrasos que comprometem a subsistência dos beneficiários.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Pix Pensão representa um avanço na execução dos alimentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O pagamento da pensão alimentícia sempre teve como principal finalidade garantir recursos indispensáveis para a manutenção da dignidade de quem depende dessa obrigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao criar um sistema de pagamento automático, o <strong>Pix Pensão</strong> busca tornar a execução das decisões judiciais mais eficiente e reduzir a burocracia enfrentada por milhares de famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o novo modelo não elimine completamente a inadimplência, ele representa uma importante modernização do sistema de cobrança e tende a proporcionar maior segurança jurídica tanto para quem recebe quanto para quem cumpre regularmente sua obrigação alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://ibdfam.org.br/noticias/14037/Pix+Pensão%3A+transferência+automática+de+pensão+alimentícia+segue+para+sanção" data-type="link" data-id="https://ibdfam.org.br/noticias/14037/Pix+Pensão%3A+transferência+automática+de+pensão+alimentícia+segue+para+sanção">Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: pix pensão, pensão alimentícia, pagamento automático da pensão, pensão alimentícia via pix, direito de família, execução de alimentos, cobrança de pensão, cnj, alimentos, processo judicial</em></p>
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		<title>Falsa atribuição de paternidade gera indenização? Entenda a decisão do TJSP</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/falsa-atribuicao-paternidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 20:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A falsa atribuição de paternidade pode gerar indenização? Essa dúvida ganhou destaque após uma recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que manteve a condenação de uma mulher ao pagamento de indenização por danos materiais e morais ao ex-companheiro, após ele descobrir que não era o pai biológico da criança que havia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <strong>falsa atribuição de paternidade</strong> pode gerar indenização? Essa dúvida ganhou destaque após uma recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que manteve a condenação de uma mulher ao pagamento de indenização por danos materiais e morais ao ex-companheiro, após ele descobrir que não era o pai biológico da criança que havia registrado como filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reacende um tema delicado do Direito de Família: quais são as consequências jurídicas quando alguém assume a paternidade acreditando ser o pai biológico, mas posteriormente descobre que essa informação não correspondia à realidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora cada caso deva ser analisado individualmente, o entendimento reforça que a boa-fé, a lealdade e a transparência também são princípios que orientam as relações familiares e podem gerar responsabilidade civil quando violados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Falsa atribuição de paternidade: o que decidiu o TJSP?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o processo, o autor registrou a criança acreditando que ela era fruto do relacionamento que mantinha com a mãe. Anos depois, um exame de DNA revelou que a paternidade biológica era de outro homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que não era possível exigir da mãe certeza absoluta sobre a paternidade antes da realização do exame genético. No entanto, os desembargadores consideraram que existia uma possibilidade concreta de que outra pessoa fosse o pai da criança e que essa informação não foi compartilhada com o então companheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o colegiado, essa omissão violou os deveres de boa-fé, lealdade e transparência que devem nortear também as relações familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse entendimento, o tribunal manteve a condenação da genitora ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos materiais, referentes ao auxílio financeiro prestado pelo autor durante o período em que acreditava ser o pai da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o verdadeiro pai biológico foi excluído da condenação. O TJSP concluiu que não havia provas de que ele soubesse da gravidez, tivesse participado da omissão ou contribuído para a falsa atribuição de paternidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a falsa atribuição de paternidade pode gerar indenização?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que nem toda descoberta posterior de inexistência de vínculo biológico gera automaticamente direito à indenização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Direito de Família protege não apenas os vínculos biológicos, mas também a chamada paternidade socioafetiva, construída pela convivência, pelo afeto e pelo exercício voluntário da função paterna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, quando fica demonstrado que houve omissão relevante, informação falsa ou comportamento capaz de induzir alguém a assumir responsabilidades materiais e emocionais acreditando ser o pai biológico, pode surgir o dever de reparar os prejuízos causados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações, o Judiciário analisa diversos fatores, como a existência de boa-fé do homem que reconheceu a criança, o comportamento da mãe, as provas produzidas no processo e os danos efetivamente sofridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada caso possui características próprias e exige análise individualizada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os alimentos pagos precisam ser devolvidos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa também é uma dúvida bastante comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como regra, os alimentos destinados à criança não são devolvidos, mesmo quando posteriormente é constatada a inexistência da paternidade biológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece porque a pensão alimentícia possui natureza alimentar e é utilizada para garantir a subsistência do menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, isso não impede que a pessoa responsável pela omissão ou pelo comportamento ilícito responda pelos prejuízos causados ao homem que assumiu a paternidade acreditando agir corretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi justamente esse entendimento que levou o TJSP a reconhecer a possibilidade de indenização por danos materiais e morais, sem que isso implicasse qualquer prejuízo aos direitos da criança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A confiança também merece proteção jurídica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As relações familiares são construídas sobre confiança, respeito e boa-fé. Quando esses princípios são rompidos de forma consciente e geram consequências relevantes para outra pessoa, o ordenamento jurídico pode reconhecer o direito à reparação dos danos sofridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo reforça que a falsa atribuição de paternidade não envolve apenas aspectos emocionais, mas também importantes reflexos patrimoniais e jurídicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora cada situação dependa da análise das provas produzidas no processo, o entendimento demonstra que a responsabilidade civil também pode estar presente nas relações familiares quando houver conduta capaz de violar direitos, causar prejuízos financeiros e atingir a dignidade da pessoa envolvida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você enfrenta uma situação semelhante ou possui dúvidas sobre reconhecimento de paternidade, investigação de vínculo biológico ou responsabilidade civil no âmbito familiar, a orientação jurídica especializada é fundamental para avaliar os direitos e as medidas cabíveis em cada caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> I<a href="https://ibdfam.org.br/noticias/14010/TJSP%3A+mulher+deve+indenizar+ex-companheiro+por+falsa+atribuição+de+paternidade" type="link" id="https://ibdfam.org.br/noticias/14010/TJSP%3A+mulher+deve+indenizar+ex-companheiro+por+falsa+atribuição+de+paternidade">nstituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: falsa atribuição de paternidade, indenização por falsa paternidade, exame de dna, investigação de paternidade, direito de família, danos morais, danos materiais, responsabilidade civil, paternidade, tjsp</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Ex-esposa no plano de saúde após divórcio: quais são os direitos?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/ex-esposa-plano-saude-divorcio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 13:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=15975</guid>

					<description><![CDATA[<p>A situação da ex-esposa no plano de saúde após divórcio tem gerado cada vez mais discussões nos tribunais brasileiros. Imagine descobrir que sua cobertura médica foi cancelada sem aviso prévio justamente em um momento de vulnerabilidade emocional, financeira ou de necessidade de tratamento. Foi diante de uma situação semelhante que a Justiça de São Paulo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A situação da <strong>ex-esposa no plano de saúde após divórcio</strong> tem gerado cada vez mais discussões nos tribunais brasileiros. Imagine descobrir que sua cobertura médica foi cancelada sem aviso prévio justamente em um momento de vulnerabilidade emocional, financeira ou de necessidade de tratamento. Foi diante de uma situação semelhante que a Justiça de São Paulo determinou a manutenção da assistência médica de uma mulher retirada do plano familiar após o fim do casamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso chamou atenção porque vai além de uma simples discussão contratual. Ele levanta questões importantes sobre direito à saúde, dependência econômica, proteção da mulher e até mesmo violência patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas pessoas acreditem que o divórcio encerra automaticamente qualquer vínculo relacionado ao plano de saúde familiar, a realidade jurídica é mais complexa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ex-esposa no plano de saúde após divórcio: a exclusão é automática?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fim do casamento não significa necessariamente que a exclusão da ex-esposa do plano de saúde possa ocorrer de forma imediata e sem qualquer análise das circunstâncias envolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversas situações, especialmente quando existe dependência econômica, idade avançada, necessidade de tratamento contínuo ou condição de vulnerabilidade, os tribunais têm reconhecido a necessidade de preservar o acesso à assistência médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão não envolve apenas o contrato firmado entre a operadora e o titular do plano. O que está em jogo é um direito fundamental protegido pela Constituição Federal: o direito à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, o Poder Judiciário tem analisado cada caso de forma individualizada, observando aspectos como a boa-fé contratual, a função social do contrato e os impactos concretos da exclusão na vida da pessoa afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a solução encontrada pela Justiça tem sido determinar o desmembramento do contrato, permitindo que a ex-esposa continue vinculada ao plano de forma individualizada, sem interrupção da cobertura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a retirada do plano pode ser considerada abusiva?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem toda exclusão de dependente será considerada irregular. Entretanto, existem situações em que a retirada da cobertura pode representar uma violação de direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso costuma ocorrer quando a exclusão acontece sem comunicação adequada, sem oferecer alternativas para continuidade da assistência ou quando coloca o beneficiário em situação de risco à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jurisprudência vem reconhecendo que a assistência médica possui importância especial na vida das pessoas, principalmente para idosos, pacientes em tratamento ou indivíduos que dependem financeiramente do ex-cônjuge.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a simples aplicação das regras contratuais pode não ser suficiente para garantir uma solução justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tribunais têm entendido que a proteção da saúde deve prevalecer sempre que houver risco concreto de prejuízo à integridade física ou à dignidade da pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente por isso que decisões judiciais recentes vêm ampliando a proteção de beneficiários em situação de vulnerabilidade após o término do casamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a discussão deixa de ser contratual e passa a envolver violência patrimonial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos mais relevantes observados em decisões recentes é a possibilidade de enquadramento da exclusão do plano de saúde como violência patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Maria da Penha considera violência patrimonial qualquer conduta que resulte na retenção, subtração ou privação de bens, recursos econômicos ou direitos essenciais da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas pessoas associem violência patrimonial apenas a dinheiro ou patrimônio material, o conceito é mais amplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas circunstâncias, privar uma mulher do acesso ao plano de saúde pode significar restringir um recurso indispensável para sua proteção, tratamento e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando essa retirada ocorre em contexto de dependência econômica, vulnerabilidade ou violência doméstica, a análise jurídica passa a exigir uma perspectiva mais ampla, capaz de compreender os impactos reais da medida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, magistrados vêm aplicando cada vez mais a perspectiva de gênero na análise desses conflitos, observando desigualdades estruturais que podem influenciar diretamente a autonomia e a capacidade de reação da mulher após o fim do relacionamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que essa decisão pode significar para outras mulheres?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mensagem transmitida por esse tipo de decisão é que o término do casamento não autoriza automaticamente a supressão de direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada situação deve ser analisada de forma individual, considerando fatores como dependência financeira, idade, estado de saúde, necessidade de tratamento e condições concretas de vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso à assistência médica não pode ser tratado apenas como uma cláusula contratual quando existe risco de comprometimento da saúde e da dignidade da pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, mulheres que enfrentam situações semelhantes devem buscar orientação jurídica especializada para avaliar quais direitos podem ser preservados e quais medidas podem ser adotadas para evitar a interrupção da cobertura médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, quando o assunto é saúde, a proteção jurídica não deve começar apenas depois que o problema acontece. Em muitos casos, agir rapidamente é o que faz a diferença entre manter o tratamento ou enfrentar uma interrupção que pode trazer consequências graves para toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://jurinews.com.br/destaque-nacional/exclusao-de-ex-esposa-de-plano-de-saude-pode-configurar-violencia-patrimonial-decide-tj-sp" type="link" id="https://jurinews.com.br/destaque-nacional/exclusao-de-ex-esposa-de-plano-de-saude-pode-configurar-violencia-patrimonial-decide-tj-sp">JurisNews.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: ex-esposa no plano de saúde após divórcio, plano de saúde após divórcio, violência patrimonial, direito à saúde, lei maria da penha, exclusão de dependente do plano de saúde, plano de saúde familiar, saúde suplementar, direito de família, manutenção do plano de saúde</em></p>
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		<item>
		<title>Trastuzumabe no SUS amplia acesso ao tratamento do câncer de mama</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/trastuzumabe-sus-cancer-mama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=15972</guid>

					<description><![CDATA[<p>O trastuzumabe no SUS representa um importante avanço para milhares de mulheres que enfrentam o câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A incorporação da medicação à rede pública reforça o compromisso do Sistema Único de Saúde com o acesso a tratamentos modernos e eficazes, reduzindo desigualdades e ampliando as chances [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>trastuzumabe no SUS</strong> representa um importante avanço para milhares de mulheres que enfrentam o câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A incorporação da medicação à rede pública reforça o compromisso do Sistema Único de Saúde com o acesso a tratamentos modernos e eficazes, reduzindo desigualdades e ampliando as chances de sucesso terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio do recebimento dos primeiros lotes do medicamento marca uma nova etapa na oncologia pública brasileira. Além de ampliar o acesso à terapia-alvo, a medida busca oferecer tratamento mais preciso para pacientes que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trastuzumabe no SUS: o que muda para as pacientes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O medicamento é indicado para mulheres diagnosticadas com câncer de mama HER2-positivo em situações específicas definidas pelos protocolos clínicos do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/ministerio-da-saude-recebe-medicamento-inedito-para-tratamento-de-cancer-de-mama-no-sus?utm_source=chatgpt.com" type="link" id="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/ministerio-da-saude-recebe-medicamento-inedito-para-tratamento-de-cancer-de-mama-no-sus?utm_source=chatgpt.com">Ministério da Saúde.</a> Trata-se de uma terapia moderna que combina um anticorpo monoclonal a um agente quimioterápico, permitindo que o tratamento atue diretamente sobre as células tumorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa tecnologia possibilita maior precisão no combate ao câncer e tende a reduzir danos às células saudáveis, contribuindo para melhores resultados clínicos e qualidade de vida das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, a expectativa é que a nova terapia beneficie integralmente a demanda atualmente existente na rede pública para essa indicação específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto direto no tratamento, a incorporação do medicamento demonstra a importância dos investimentos públicos em tecnologias de saúde capazes de ampliar a sobrevida e melhorar o prognóstico de doenças complexas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O acesso ao tratamento oncológico é um direito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição Federal garante a saúde como direito de todos e dever do Estado. Isso significa que pacientes que necessitam de tratamentos essenciais devem receber assistência adequada, especialmente em situações envolvendo doenças graves como o câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a incorporação de novos medicamentos represente um avanço significativo, ainda são frequentes os casos em que pacientes enfrentam dificuldades para obter exames, consultas especializadas, cirurgias ou medicamentos de alto custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o tratamento indicado não está disponível em tempo adequado ou ocorre negativa indevida de acesso, a legislação brasileira oferece mecanismos para buscar a garantia desse direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, a atuação jurídica especializada pode ser necessária para assegurar que o paciente receba o tratamento prescrito pelo médico responsável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diagnóstico precoce continua sendo fundamental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro anúncio importante do Ministério da Saúde envolve a ampliação do acesso à mamografia pelo SUS. A medida fortalece as estratégias de diagnóstico precoce, fator decisivo para aumentar as chances de sucesso terapêutico e reduzir a mortalidade associada ao câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de intervenção eficaz e controle da progressão tumoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, campanhas de conscientização, exames preventivos e acesso rápido aos serviços especializados continuam sendo pilares fundamentais no enfrentamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada do trastuzumabe ao SUS representa mais do que a incorporação de uma nova tecnologia. Trata-se de um passo importante para ampliar o acesso à saúde, reduzir desigualdades e oferecer melhores perspectivas para pacientes que enfrentam uma das doenças que mais afetam mulheres no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/areas-de-atuacao-advogado-rio-de-janeiro/direito-a-saude/" type="link" id="https://costaqueirozadvogados.com.br/areas-de-atuacao-advogado-rio-de-janeiro/direito-a-saude/"><strong><em>Saiba seus direitos</em></strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/ministerio-da-saude-recebe-medicamento-inedito-para-tratamento-de-cancer-de-mama-no-sus" type="link" id="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/ministerio-da-saude-recebe-medicamento-inedito-para-tratamento-de-cancer-de-mama-no-sus">Gov.br</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: trastuzumabe no sus, câncer de mama, câncer de mama her2 positivo, tratamento oncológico, medicamento de alto custo, direito à saúde, sus, saúde pública, acesso a medicamentos, oncologia</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Perdão judicial e omissão: entenda decisão do caso Henry Borel</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/perdao-judicial-omissao-caso-henry-borel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 19:49:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://costaqueirozadvogados.com.br/?p=15969</guid>

					<description><![CDATA[<p>O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do&#160;Rio de Janeiro&#160;condenou, nesta quinta-feira (4),&#160;Jairo Souza Santos Júnior, o&#160;Dr.&#160;Jairinho,&#160;pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo no caso&#160;Henry Borel. Já Monique Medeiros teve a&#160;acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver&#160;negligência em sua conduta&#160;e a condenaram por&#160;omissão em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/cidade/rio-de-janeiro/">Rio de Janeiro</a>&nbsp;condenou, nesta quinta-feira (4),&nbsp;<strong>Jairo Souza Santos Júnior</strong>, o&nbsp;<strong>Dr.&nbsp;</strong><a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/dr-jairinho/">Jairinho</a>,&nbsp;pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo no caso&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/henry-borel/">Henry Borel</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Monique Medeiros teve a&nbsp;acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver&nbsp;<strong>negligência em sua conduta</strong>&nbsp;e a condenaram por&nbsp;omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi tomada após&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/03/mp-henry-borel-jairinho-monique-acusacoes.ghtml">dez dias de júri</a>, considerado&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/31/caso-henry-borel-supera-juri-de-flordelis-e-se-torna-o-mais-longo-do-rj-em-18-anos.ghtml">o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense</a>. A sentença foi divulgada no 11º do julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O padrasto de Henry pegou&nbsp;43 anos 9 meses e 20 dias&nbsp;de reclusão; a mãe do garoto recebeu o&nbsp;perdão judicial pelo crime de homicídio. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que&nbsp;<strong>vão recorrer da decisão</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao concluir a dosimetria da pena de Monique Medeiros, a juíza Elizabeth Machado Louro fixou em&nbsp;<strong>1 ano e 4 meses</strong>&nbsp;de detenção a condenação da ré pelo&nbsp;crime de omissão em relação à tortura&nbsp;sofrida por Henry Borel. A magistrada determinou o&nbsp;<strong>cumprimento da pena em regime aberto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, a juíza declarou&nbsp;<strong>extinta a punibilidade de Monique pelo homicídio culposo</strong>, em razão do perdão judicial concedido anteriormente na sentença, e reconheceu que a pena aplicada pela omissão&nbsp;já estava integralmente cumprida&nbsp;em razão do período em que a professora permaneceu presa durante o processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A juíza também fixou indenização de&nbsp;<strong>R$ 400 mil</strong>&nbsp;por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O valor deverá ser pago exclusivamente por Jairinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-vereador Jairinho, padrasto de Henry Borel, pegou 43 anos 9 meses e 20 dias de prisão — Foto: Brunno Dantas/TJRJ</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pena fixada para Jairinho:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>35 anos, 6 meses e 20 dias por <strong>homicídio duplamente qualificado</strong>;</li>



<li>6 anos e 3 meses pela <strong>tortura</strong>;</li>



<li>2 anos pela <strong>coação</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fixar a pena de Jairinho, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o ex-vereador demonstrou uma &#8220;personalidade insidiosa, perfeitamente apta ao engano e à dissimulação&#8221;. A magistrada também destacou a extrema vulnerabilidade de Henry Borel e afirmou que a criança teria sido submetida a sofrimento físico e psicológico incompatível com sua idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Monique Medeiros chora após receber perdão judicial no julgamento da morte do filho, Henry — Foto: Brunno Dantas/TJRJ</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao conceder&nbsp;perdão judicial a Monique Medeiros pelo homicídio culposo, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de uma reação &#8220;desproporcional e desmesurada&#8221; ao longo dos últimos cinco anos. Na sentença, a magistrada sustentou que Monique foi&nbsp;submetida a um julgamento marcado por preconceitos de gênero&nbsp;e declarou que, se estivesse na mesma situação um pai, e não uma mãe, provavelmente ele sequer teria sido processado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral (&#8230;) claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal.&#8221;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por todas essas razões, tenho como medida de justiça mais acertada (&#8230;) a extinção de sua punibilidade pelo perdão judicial.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao iniciar a dosimetria da pena de Monique Medeiros, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que todas as circunstâncias judiciais eram favoráveis à ré. A magistrada destacou que Monique é primária, não possui antecedentes criminais e que não havia elementos suficientes para avaliar negativamente sua personalidade ou conduta social.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado&#8221;, afirmou a juíza.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a sociedade impõe às mulheres uma cobrança incompatível com a realidade ao exigir não apenas uma mãe dedicada, mas uma &#8220;mãe perfeita&#8221;. &#8220;Mãe suficiente não basta&#8221;, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Júri condena Jairinho por homicídio qualificado e tortura, e desclassifica acusação de homicídio contra Monique — Foto: Henrique Coelho / g1 Rio</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os jurados também condenaram o médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente técnico da defesa de Jairinho, pelo&nbsp;crime de falsa perícia. O profissional foi responsável por apresentar<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/01/caso-henry-borel-juri-dia-8-perito.ghtml">&nbsp;laudos e prestar depoimento em plenário sustentando teses contestadas pela acusação</a>&nbsp;e pelos peritos oficiais do caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sentença foi lida às 01h43 pela juíza Elizabeth Machado Louro após 10 dias de julgamento —&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/31/caso-henry-borel-supera-juri-de-flordelis-e-se-torna-o-mais-longo-do-rj-em-18-anos.ghtml">o mais longo da história recente</a>&nbsp;do Judiciário fluminense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da madrugada da morte,&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/03/17/policia-investiga-morte-de-enteado-de-vereador-na-barra-da-tijuca-laudo-aponta-varias-lesoes.ghtml">em 8 de março de 2021</a>, até o encerramento da sessão, neste 4 de junho de 2026, foram&nbsp;<strong>1.915 dias</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, padrasto e mãe&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/28/caso-henry-borel-entenda-como-monique-e-jairinho-passaram-de-aliados-a-rivais-no-juri-sobre-a-morte-do-menino.ghtml">foram de aliados a rivais</a>; Monique&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/04/20/monique-medeiros-mae-de-henry-borel-prisao.ghtml">foi presa e solta várias vezes</a>; e a defesa de Jairinho tentou diferentes estratégias&nbsp;para adiar o júri, como&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/23/caso-henry-borel-defesa-de-jairinho-juri.ghtml">o abandono da sala</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso baseou a criação da&nbsp;<strong>Lei Henry Borel</strong>,&nbsp;<a class="" href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/05/24/bolsonaro-sanciona-lei-henry-borel-que-torna-crime-hediondo-homicidio-de-crianca-e-adolescente.ghtml">sancionada em maio de 2022</a>, que torna&nbsp;<strong>crime hediondo</strong>&nbsp;todo homicídio de criança e adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15960&amp;action=edit">Sigilo médico e HIV: quando a quebra pode ser permitida</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/04/juri-sentenca-jairinho-monique.ghtml" type="link" id="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/04/juri-sentenca-jairinho-monique.ghtml">G1</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Tags:</strong> perdão judicial, direito penal, tribunal do júri, responsabilidade por omissão, omissão imprópria, homicídio culposo, lei henry borel, proteção infantil, processo criminal, justiça criminal, perdão judicial caso Henry Borel</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>PMMA proibido pelo CFM: quais foram os motivos da decisão</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/pmma-proibido-cfm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 21:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O PMMA proibido pelo CFM passou a ser um dos temas mais discutidos na medicina estética brasileira. A nova Resolução nº 2.461/2026 estabelece restrições importantes ao uso da substância e reforça o debate sobre segurança do paciente, responsabilidade médica e prática baseada em evidências científicas. A decisão reforça um posicionamento que já vinha sendo defendido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O PMMA proibido pelo <a href="https://portal.cfm.org.br" type="link" id="https://portal.cfm.org.br">CFM</a> passou a ser um dos temas mais discutidos na medicina estética brasileira. A nova Resolução nº 2.461/2026 estabelece restrições importantes ao uso da substância e reforça o debate sobre segurança do paciente, responsabilidade médica e prática baseada em evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reforça um posicionamento que já vinha sendo defendido por entidades médicas, sociedades científicas e conselhos regionais. O principal fundamento da proibição está relacionado ao perfil de risco do produto e às complicações potencialmente graves que podem surgir mesmo quando a aplicação é realizada por profissionais habilitados e seguindo técnicas adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PMMA é uma substância sintética composta por microesferas suspensas em gel e utilizada há décadas em situações específicas da medicina. Por ser um material permanente, ele não é absorvido pelo organismo e não existe medicamento ou enzima capaz de removê-lo completamente após a aplicação. Essa característica diferencia o PMMA de outros preenchedores amplamente utilizados na prática médica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo estudos e posicionamentos técnicos divulgados por entidades médicas, complicações associadas ao PMMA podem ocorrer imediatamente após a aplicação ou surgir anos depois do procedimento. Entre os riscos relatados estão processos inflamatórios crônicos, formação de granulomas, infecções, deformidades permanentes, necrose tecidual, embolias e outras intercorrências que podem exigir tratamentos complexos e, em alguns casos, irreversíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova resolução do CFM proíbe o uso do produto tanto para finalidades estéticas quanto reparadoras. A única exceção prevista envolve o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/AIDS, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde e em conformidade com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida também reacende um debate importante sobre segurança assistencial e responsabilidade profissional. Nos últimos anos, procedimentos estéticos invasivos passaram a ser cada vez mais procurados pela população, ao mesmo tempo em que aumentaram os alertas relacionados a materiais permanentes e aos riscos decorrentes de aplicações inadequadas ou indicações questionáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista jurídico, a decisão fortalece a tendência de valorização da medicina baseada em evidências e da proteção do paciente. Médicos que atuam na área estética precisam acompanhar constantemente as atualizações normativas dos conselhos profissionais, uma vez que o descumprimento de resoluções pode gerar consequências éticas, administrativas e até judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pacientes, a mudança representa um importante alerta sobre a necessidade de buscar informações adequadas antes de realizar qualquer procedimento. Nem sempre a promessa de resultados permanentes significa maior segurança. Em muitos casos, justamente a impossibilidade de remoção do produto é o fator que potencializa os riscos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante envolve o papel regulatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Embora a resolução do CFM discipline a atuação médica, o debate sobre a fabricação, comercialização e utilização do PMMA continua sendo acompanhado pelos órgãos reguladores e pelas entidades de classe, que defendem uma análise permanente do perfil de risco-benefício da substância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proibição do PMMA pelo CFM demonstra uma mudança importante na forma como a medicina contemporânea encara procedimentos estéticos permanentes. Cada vez mais, a segurança do paciente ocupa posição central nas decisões regulatórias, refletindo uma preocupação crescente com a prevenção de danos e a adoção de práticas fundamentadas em critérios científicos rigorosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão que tornou o PMMA proibido pelo CFM representa uma mudança significativa na medicina estética brasileira e reforça a prioridade dada à segurança dos pacientes e à adoção de práticas respaldadas por evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15954&amp;action=edit">Proteção jurídica aos médicos nas relações de trabalho</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: direito médico, PMMA, CFM, procedimentos estéticos, segurança do paciente, responsabilidade médica, medicina estética, ANVISA</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/01/cfm-anvisa-uso-do-pmma.ghtml" type="link" id="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/01/cfm-anvisa-uso-do-pmma.ghtml">G1</a></p>
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		<title>Posso cobrar aluguel da ex que mora no imóvel?</title>
		<link>https://costaqueirozadvogados.com.br/aluguel-imovel-apos-separacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Costa Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aluguel de imóvel após separação é uma das dúvidas mais comuns no Direito de Família. Quando apenas um dos ex-cônjuges permanece morando sozinho no imóvel do casal, surge o questionamento sobre a possibilidade de cobrança pelo uso exclusivo do bem. Nesse cenário, surge uma pergunta frequente no Direito de Família: é possível exigir pagamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O aluguel de imóvel após separação é uma das dúvidas mais comuns no Direito de Família. Quando apenas um dos ex-cônjuges permanece morando sozinho no imóvel do casal, surge o questionamento sobre a possibilidade de cobrança pelo uso exclusivo do bem. Nesse cenário, surge uma pergunta frequente no Direito de Família: é possível exigir pagamento pelo uso exclusivo do imóvel?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é sim. O aluguel de imóvel após separação é admitido pela Justiça brasileira em determinadas situações, especialmente quando um dos coproprietários fica privado da utilização do bem enquanto o outro permanece residindo sozinho no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, o direito à cobrança não é automático e depende de alguns fatores jurídicos importantes que precisam ser analisados com atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após a separação, antes da conclusão da partilha de bens, o patrimônio do ex-casal permanece em um estado jurídico conhecido como mancomunhão. Isso significa que ainda não existe divisão patrimonial plenamente individualizada entre as partes. Enquanto não houver definição clara sobre a participação de cada um no imóvel, a cobrança do aluguel de imóvel após separação pode enfrentar limitações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O entendimento predominante dos tribunais é de que o arbitramento de aluguel exige a identificação inequívoca da quota pertencente a cada ex-cônjuge. Em outras palavras, quando já existe definição clara de que o imóvel pertence metade para cada um, por exemplo, o bem passa a ser tratado como condomínio, permitindo o surgimento do direito à compensação financeira pelo uso exclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora popularmente se utilize a expressão “cobrança de aluguel”, tecnicamente o que existe é uma indenização pela utilização exclusiva de patrimônio comum. O fundamento jurídico é relativamente simples: se apenas um dos coproprietários usufrui integralmente do imóvel, impedindo o exercício do mesmo direito pelo outro, surge o dever de compensação proporcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o valor normalmente corresponde à fração do aluguel de mercado vinculada à participação do ex-cônjuge que ficou privado da utilização do bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aluguel de imóvel após separação, contudo, possui uma exceção extremamente relevante no Direito de Família. Quando o imóvel permanece sendo utilizado também como residência dos filhos menores ou dependentes alimentares do casal, a Justiça tende a afastar a possibilidade de cobrança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece porque a moradia dos filhos é compreendida como parte da prestação alimentar. Assim, o uso do imóvel deixa de ser considerado exclusivamente da ex-esposa ou do ex-marido, passando a atender também o direito fundamental de habitação da prole.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.stj.jus.br" type="link" id="https://www.stj.jus.br">Superior Tribunal de Justiça</a> possui entendimento consolidado no sentido de que não há uso exclusivamente individual do imóvel quando ele também serve de moradia para filhos comuns ainda dependentes. Nessas situações, o fornecimento da residência é interpretado como prestação de alimentos in natura, afastando a indenização pelo uso exclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário, porém, pode mudar com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os filhos atingem a maioridade e deixam de depender economicamente dos pais, a situação jurídica sofre alteração significativa. A partir desse momento, a permanência exclusiva de apenas um dos ex-cônjuges no imóvel tende a configurar efetivamente uso exclusivo do patrimônio comum, permitindo a cobrança do aluguel de imóvel após separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto extremamente importante envolve o marco inicial da cobrança. Muitas pessoas acreditam que podem exigir valores retroativos desde o momento em que deixaram o imóvel, mas o entendimento predominante não funciona dessa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cobrança normalmente passa a ser possível a partir da oposição formal ao uso gratuito do imóvel. Isso costuma ocorrer por meio de notificação extrajudicial ou da própria citação judicial na ação de arbitramento de aluguel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto não houver manifestação expressa demonstrando oposição ao uso gratuito, o silêncio pode ser interpretado juridicamente como comodato, isto é, uma espécie de empréstimo gratuito do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, agir rapidamente e formalizar a oposição ao uso exclusivo do bem é uma medida importante para evitar prejuízos patrimoniais prolongados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questões envolvendo aluguel de imóvel após separação raramente dependem apenas da análise fria da lei. Aspectos como existência de filhos dependentes, definição da partilha, comportamento das partes e momento da formalização da oposição influenciam diretamente o reconhecimento do direito à compensação financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, a ausência de orientação jurídica adequada acaba fazendo com que o coproprietário permaneça anos sem exercer um direito patrimonial que poderia ser reconhecido judicialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dissolução de um relacionamento não encerra automaticamente as consequências patrimoniais construídas ao longo da vida em comum. Por isso, compreender os próprios direitos e agir estrategicamente é fundamental para preservar o equilíbrio financeiro após a separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Leia também: <a href="https://costaqueirozadvogados.com.br/wp-admin/post.php?post=15888&amp;action=edit">União estável e herança: o que pode mudar no Brasil</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tags: direito de família, divórcio, aluguel após separação, partilha de bens, imóvel do casal, arbitramento de aluguel, patrimônio familiar</em>, <em>aluguel de imóvel após separação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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